Fernanda Garay voa e crava mais uma bola na quadra do adversário. A cena se repetiu centenas de vezes neste ano, afinal a ponteira está em grande fase. A maratona de jogos é grande. Ela é a única jogadora que esteve na final da Superliga feminina de vôlei e foi titular da seleção brasileira nas conquistas do Torneio de Montreux e do Grand Prix. Apesar da longa sequência, a gaúcha diz ter fôlego para a disputa do Sul-Americano do Peru, entre 18 e 22 de setembro.
– É uma maratona. Acaba que passamos mais tempo com a seleção do que com as nossas famílias. Mas sempre tenho gás. Acaba que nossa temporada é uma só, não dá para separar (risos). Fisicamente, damos uma emendada boa. Ao longo do tempo, acabamos adequando e nos acostumando com a preparação física – disse Garay.

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Desde as Olimpíadas de ano passado, quando ajudou o Brasil a conquistar o bicampeonato olímpico, a ponteira está em ascensão. Vice-campeã da Superliga à frente do Osasco, ela foi eleita a melhor atacante da competição. O tempo de férias foi curto. Garay se apresentou ao técnico Zé Roberto e se firmou como titular na seleção brasileira. Ela foi eleita MVP (jogadora mais valiosa) do Torneio de Montreux e foi importante na fase final do Grand Prix.

Além de Garay, apenas mais seis jogadoras estiveram com a seleção brasileira nas duas competições deste ano e também estão no time para o Sul-Americano. A levantadora Dani Lins também foi titular, mas não esteve na final da Superliga, por isso, teve férias maiores antes de se juntar ao Brasil. Adenízia, Juciely, Camila Brait e as gêmeas Michelle e Monique completam o grupo que encara a maratona completa da equipe verde-amarela.

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– Às vezes cansamos sim. Não somos máquinas, somos seres humanos. Não dá para negar que nossa rotina é pesada. Mas todos os cuidados são importantes, uma boa alimentação e uma boa noite de sono são fundamentais. Não tem segredo especial – disse Garay.

A ponteira, aliás, sofre com uma condromalácia no joelho, um problema crônico na cartilagem da articulação. Por isso, a jogadora recebe atenção especial e até fica fora de alguns treinos. Nada que a impeça de se apresentar bem novamente no Sul-Americano para depois se apresentar ao seu novo time, o Fenerbahça, da Turquia.

– O corpo reclama às vezes, mas não é nada demais. Faz parte, é bom segurar, mas no Sul-Americano tomara que eu esteja voando. O Sul-Americano é um campeonato fundamental porque precisamos desses título para nos classificarmos para o Mundial. Não dá para bobear – disse a ponteira.

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O Brasil estreia no Sul-Americano no dia 18 contra o Chile. O time ainda pega a Colômbia, a Argentina, a Venezuela e o Peru na competição realizada no sistema de pontos corridos, na cidade peruana de Ica. Apenas o campeão terá vaga assegurada no Mundial da Itália, em 2014. Caso as brasileiras não consigam o posto, ainda terão uma segunda chance no classificatório da América do Sul no ano que vem.

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