A longa união entre Felipe Massa e Ferrari será desfeita no fim deste ano. Em 2014, o finlandês Kimi Raikkonen volta à Maranello, em substituição ao brasileiro. Entretanto, o chefe da escuderia, Stefano Domenicali, revelou que, por muito pouco, a história entre Massa e o time não ganhou mais um capítulo na próxima temporada. Para o dirigente, porém, em certo ponto do campeonato, a cúpula da equipe concluiu que estava na hora do fim do “casamento”. Para ele, novos ares farão bem a ambos os lados. Enquanto a Ferrari vive agora a expectativa da badalada dupla Alonso/Raikkonen, Massa já iniciou conversas com outros times.

– No início do verão (inverno no Brasil), tivemos uma reunião para avaliar a situação e reiteramos que renovar o contrato era uma das opções na mesa, talvez a mais provável até. Em seguida, veio uma série de corridas difíceis para ele e para o time. No fim, chegamos à conclusão de que a melhor escolha, para ambas as partes, era fazer a mudança. Acho que, até para o Felipe, havia chegado a hora para olhar para fora do que tinha se tornado sua casa por 12 anos, e que de certa forma, sempre será sua casa – disse Domenicali.

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Decisão de 2008 marcou Domenicali

E de fato, Felipe Massa enfrentou uma fase complicada neste ano. Após um bom início de campeonato, o piloto de 32 anos amargou uma série de acidentes e infortúnios nas provas de Mônaco, Canadá, Inglaterra e Alemanha. Incidentes estes que, segundo Domenicali, acabaram pesando na decisão da não renovação. O primeiro cotado para o lugar do brasileiro foi Nico Hulkenberg. Porém, Kimi Raikkonen, insatisfeito na Lotus, entrou na jogada, e ganhou a preferência de Maranello. Apesar de ter que se despedir de Massa, Domenicali fez questão de, mais uma vez, agradecer ao piloto, destacando a personalidade e o comprometimento do brasileiro, principalmente em um episódio em especial: a doída perda do título de 2008 na última curva, após vencer o GP do Brasil daquele ano.

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– Vi Felipe chegar em Maranello criança. Juntos, vivemos grandes momentos e períodos dramáticos, que fizeram o relacionamento entre nós ser algo especial. Obviamente, a maior decepção foi não chegar a vê-lo se tornar campeão mundial, o que ele quase conseguiu em 2008. Naquele dia, e naquele ano todo, aconteceram incidentes incríveis que foram contra ele. A lição de dignidade esportiva que ele deu ao mundo naquele pódio em Interlagos e a maturidade que ele mostrou conversando comigo naquela noite ficaram para sempre comigo. Tenho orgulho de ter trabalhado com ele por muitos anos e tenho certeza que ele fará grandes coisas fora do ambiente de Maranello – declarou.

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