Florence Welch, vocalista do grupo Florence + the Machine. Foto: Getty Images
Florence Welch, vocalista do grupo Florence + the Machine. Foto: Getty Images

Em 2009, a imprensa britânica cunhou a expressão “year of the woman” (o ano da mulher) para se referir ao grande número de mulheres entre as principais estrelas da música naquele ano.

Entre os 12 indicados ao prêmio Mercury, que elege o melhor disco de um artista do Reino Unido ou da Irlanda, cinco eram mulheres ou bandas lideradas por cantoras – um recorde na premiação.

Entre elas, estava a londrina Florence Welsh. À frente do projeto Florence and the Machine e representada pelo álbum “Lungs”, o primeiro de sua carreira, a cantora e compositora não levou o Mercury – a vencedora foi a rapper Speech Debelle -, mas surgiu na hora e no lugar certos.

Leia também:  Ivete recria visual de 'Grease' no clipe de música nova gravada com Safadão

Após o sucesso comercial de Amy Winehouse e Lilly Allen, as gravadoras inglesas passaram a buscar cantoras com visual, letras e atitudes pitorescas, que fugissem do paradigma de divas politicamente corretas.

Nesse sentido, Welsh, hoje com 27 anos, é o pacote completo. Muito pálida, ruiva, dona de um timbre de voz incomum, ela combina harpas, baterias tribais e corais semi-gospel para arranjar hits inquestionáveis como “Dog Days Are Over”, “You Got The Love” e “Shake it Out”.
Nos últimos quatro anos, Welsh foi nomeada para o Grammy, alcançou o top 10 da Billboard e defendeu na cerimônia do Oscar de 2011 a canção “If I Rise”, do filme “127 Horas”. No Reino Unido, seus dois discos de estúdio chegaram ao número 1 nas paradas.

Leia também:  Rodrigo e Thayane | "Nós estamos sonhando e vivendo os sonhos"

Em turnê por seu segundo ábum, “Ceremonials” (2011), Welsh chega ao Rock in Rio com status de atração de peso, longe de ser aquela artista despretensiosa do início da carreira.

As primeiras canções, formatadas em torno de bases simples de blues e com pegada roqueira, deram lugar a composições superproduzidas, com arranjos hiperbólicos e emotivos.

Para quem gosta de espetáculo, a dobradinha Florence and the Machine e Muse do Palco Mundo no dia 14 de setembro promete ser uma das mais competentes do festival.

Advertisements

Comentários

*Os comentários aqui publicados são de responsabilidade dos usuários e não representam a opinião do site.