O Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Trabalho e Assistência Social, elaborou um diagnóstico do Trabalho Infantil, ferramenta esta que deverá mapear os focos e características do Trabalho Infantil nos municípios mato-grossenses. Em fase de finalização, esse diagnóstico irá nortear a promoção de políticas públicas relacionadas à erradicação e combate do trabalho infantil, com o envolvimento também de outras secretarias estaduais, como Saúde e de Educação, numa ação conjunta e multidisciplinar.

Para tanto, entre os meses de abril e julho, a Setas-MT percorreu mais de cinco mil quilômetros, visitando 52 localidades para, com base nessa amostragem, sistematizar os dados sobre a realidade do trabalho infantil em Mato Grosso.

Leia também:  Temer passa mal e é encaminhado ao Hospital do Exército em Brasília

Em reunião de trabalho realizada nessa quarta-feira (18), a responsável pela execução do diagnóstico estadual, secretária estadual de Trabalho e Assistência Social, Roseli Barbosa, apresentou a metodologia e o resultado dos estudos aos setores envolvidos na construção da agenda do Trabalho Decente, que tem o combate do Trabalho Infantil como um dos pilares. “Mato Grosso avançará ao desenvolver ações de combate ao trabalho infantil, com o direcionamento mais objetivo para o público prioritário das políticas sociais identificados nesse diagnóstico”, avaliou Roseli Barbosa.

Para a procuradora do Trabalho e vice-coordenadora Nacional de Combate à Exploração do Trabalho de Crianças e Adolescentes, Thalma Rosa de Almeida, o estudo será de suma importância para execução dos trabalhos voltados ao combate das práticas de trabalho infantil. “Parabenizo a secretária Roseli Barbosa por estar na condução desse enfrentamento e por ter assumido a missão de apresentar um diagnóstico com as informações sobre o cenário estadual. Que esse seja o começo de um trabalho longo e profícuo”, afirmou.

Leia também:  Desembargador manda soltar Luiz Soares

Dados preliminares deste estudo, que deverá ser apresentado em seminário no próximo mês, apontam que menos de 60 mil pessoas, entre crianças e adolescentes, ainda estão em situação de trabalho infantil.

Também participaram da reunião pela Setas-MT, o assessor técnico Luciano Joia, além dos secretarios-adjuntos Jean Estevan Campos Oliveira (Assistência Social); Dalva Couto (Cidadania); Vanessa Rosin (Trabalho e Emprego) e Benjamin Franklin Lira (Assuntos Comunitários). Ainda o presidente estadual do Conselho da Criança e Adolescente, Dirceu Belarmino Pereira, e representantes do Ministério Público Estadual; da Superintendência Regional do Trabalho; da secretarias de Educação e de Saúde.

Advertisements

Comentários

*Os comentários aqui publicados são de responsabilidade dos usuários e não representam a opinião do site.