A ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, pediu hoje (12) que todos os beneficiários do Bolsa Família atualizem seus cadastros no programa até o dia 13 de dezembro desde ano. Ela fez o apelo ao participar, nesta manhã, do programa Bom Dia, Ministro, produzido pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, em parceria com a EBC Serviços.

Segundo Tereza Campello, os beneficiários podem comparecer à prefeitura ou a um centro de referência de assistência social (Cras) de sua cidade portando documento de identificação com foto, autodeclaração de renda, número de telefone e endereço para fazer a atualização do Cadastro Único (CadÚnico).

No mês passado, o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), que coordena o programa, estimou que 1,6 milhão de famílias estavam nessa condição. A atualização cadastral é feita a cada dois anos. Como é um pré-requisito para permanência no programa, sem ela o beneficiário deixará de receber a bolsa – o que pode ocorrer voluntariamente, no caso de famílias que entendem não precisar mais do auxílio.

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“Ninguém deixa de fazer a atualização de dados, porque sabe que não recebe o benefício. O que tivemos, ao longo de dez anos, foram milhares de pessoas que deixaram de atualizar porque não precisavam mais do programa e deram espaço para outros entrarem”, informou a ministra.

Segundo a ministra, o cadastro único também evita fraudes ao programa. “Se souberem de casos de fraude, denunciem. Vamos manter a veracidade do cadastro do Bolsa Família”, disse Tereza, sobre as denúncias, que podem ser feitas por meio da ouvidoria do ministério (0800-707-2003).

Em 2013, o Programa Bolsa Família completa dez anos de existência, com a estimativa de ter tirado 22 milhões de pessoas da extrema pobreza.

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O governo estima que haja 13,8 milhões de famílias no programa, cujo orçamento alcança R$ 23 bilhões – o equivalente a 0,5% do Produto Interno Bruto brasileiro (PIB). O valor médio do benefício é R$ 150, concedido a famílias com rendimento mensal inferior a R$ 140 per capita. O benefício é pago por meio de um cartão magnético, geralmente sob a titularidade da mulher.

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