Rafael Nadal e Novak Djokovic, os dois melhores tenistas da temporada, conseguiram chegar à decisão do US Open e vão fazer, pela primeira vez no ano, uma final nas condições de vice-líder e líder do ranking mundial, respectivamente. O espanhol e o sérvio se enfrentam nesta segunda-feira, às 18h (horário de Brasília), em busca do segundo título do Grand Slam americano, em Flushing Meadows, Nova York. A confiança é grande, mas ambos também apresentam um pouco de temor com o tênis que o outro possa apresentar na decisão.

Campeão do US Open em 2011, Djokovic joga suas fichas na afinidade com a quadra dura. Dono de 328 vitórias no piso na carreira profissional, o sérvio possui 30 a mais que Nadal. Mesmo assim, o número 1 do mundo sabe que terá muita dificuldade para superar o espanhol em Nova York.

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– Enfrentar Nadal é sempre o maior desafio que se pode ter no nosso esporte no momento. Ele é o principal tenista agora, não há nenhuma dúvida disso. Ele luta por cada bola e está jogando provavelmente seu melhor tênis na quadra dura. Ele ainda não perdeu uma partida no piso neste ano e todos sabemos que, nos últimos seis, sete, oito anos, a quadra dura não tem sido sua preferida. O modo como ele vem jogando é de muita confiança, mas sei como jogar contra ele. A quadra dura é onde tenho o maior sucesso.

De fato Nadal tem sido apontado como grande favorito ao título por causa da sua campanha na quadra dura. As únicas três derrotas dele na temporada foram no saibro, seu preferido. Invicto no piso rápido, o espanhol já tem 21 vitórias no terreno. Mesmo com a força das campanhas que o levaram aos títulos dos Masters 1.000 de Indian Wells, Montreal e Cincinnati, o Touro Miúra espera que Djokovic não esteja no seu melhor dia para acrescentar o troféu de campeão deste ano ao do título de 2011 em Nova York.

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– Não preciso bancar o tonto. Em uma final, eu preferia jogar contra outro tenista, com quem tivesse mais possibilidades de ganhar. Só espero que Novak não tenha uma partida brilhante. Mas estamos jogando em um ótimo nível, então os jogos se tornam ótimos porque jogamos longos ralis e levamos nossos confrontos ao limite. São duelos muito difíceis para nós dois. Espero estar preparado para isso. Não sei, vou tentar. Preciso continuar jogando agressivamente e jogar uma grande partida. Somente assim terei chances.

Esse será o quarto encontro entre Nadal e Djokovic em 2013. O único confronto que o sérvio levou a melhor foi na final do Masters 1.000 de Monte Carlo, em abril, no saibro. O espanhol saiu vitorioso nas semifinais de Roland Garros e do Masters 1.000 de Montreal, onde Nole se irritou com uma bolada do Miúra durante a partida.

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