Vereador Fábio Cardozo - Foto: assessoria
Vereador Fábio Cardozo – Foto: assessoria

O vereador Fábio Cardozo (PPS) vai buscar junto aos colegas vereadores, ao prefeito municipal Percival Muniz (PPS), e aos deputados estaduais e federais que representam a região Sul do Estado, uma maneira de se articularem politicamente para tentar contornar a crise no setor de saúde do município de Rondonópolis. A preocupação do vereador em relação ao assunto se agravou após uma reunião que ele e o vereador Reginaldo Santos (PPS), tiveram nesta quinta-feira (4), com a secretária municipal de Saúde, Marildes Ferreira, onde ela expôs a atual situação da pasta por conta da redução dos repasses por parte do governo do Estado, que já causou um rombo de mais de R$ 7 milhões no orçamento.

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Conforme Fábio, a Saúde terá que cortar serviços para não fechar no vermelho, isso inclui deixar de investir em novos programas de prevenção e até mesmo cortes nas equipes de trabalho. “Serão menos exames realizados, uma menor prevenção contra as doenças, o que significa a piora nos índices de saúde do município, como aumento da diabetes, da pressão alta e até da mortalidade infantil”, alertou o vereador, preocupado com a possibilidade de um colapso. “Em um ano, serão R$ 10,5 milhões a menos em repasses do Estado para o município e a prefeitura não tem condições de arcar com as dívidas que essa redução vai provocar”, falou o vereador, ressaltando que a o município teria por obrigação aplicar apenas 15% do orçamento na atenção básica e atualmente este percentual está em 31%.

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O parlamentar destacou ainda que o valor dívida do Estado com o município no setor de saúde poderia ser usado para construir cerca de dez novos Postos de Saúde da Família (PSFs). De acordo com Fábio, os que existem hoje são suficientes para atender apenas 47% da população e anteriormente já chegou a cobrir 70%. “O número de habitantes de Rondonópolis aumentou e a quantidades de PSF`s não acompanhou esse aumento. Se o município não tivesse que estar arcando com as obrigações do Estado, poderia investir em novos postos, mas, no momento, isso é impossível”, explicou.

“Entendemos que o governo do Estado precisa investir nas obras para a Copa do Mundo de 2014, porém, a população não pode ser prejudicada por isso. É por isso que pretendemos agora unir a classe política e realizarmos alguma ação que faça com que o governador Silval Barbosa (PMDB) repense essa situação e reajuste novamente os repasses à saúde”, finalizou Fábio.

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