Com foco claro nos Jogos Olímpicos de 2016, Ricardo e Márcio decidiram retomar a parceria que rendeu o vice-campeonato mundial em 2011. Os dois não jogavam juntos há dois anos e tiveram apenas duas oportunidades de treinar antes da estreia da temporada 2013/2014 do Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia, mas conseguiram provar que o time continua afiado. Logo de cara, a dupla conquistou a prata na etapa do Recife (PE), no último fim de semana, em um jogaço contra Alison e Emanuel.

Eles não escondem a empolgação para desenvolver um trabalho de longa duração. Campeão em Atenas 2004 e dono de uma prata e um bronze, Ricardo terá pela frente o desafio de se manter competitivo pelos próximos três anos, superando a “concorrência” dos atletas da nova geração, que também colocam os Jogos do Rio de Janeiro como meta principal. Aos 38 anos, o baiano radicado na Paraíba lança um alerta para os novos jogadores: os “velhinhos” pretendem ir com tudo para assegurar uma vaga nas Olimpíadas.

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– O nosso trabalho vai começar com base no Circuito Brasileiro, porque o Márcio ainda não foi convocado para a seleção. Se ele for convocado, também não é garantido que jogará comigo, porque isso depende muito da comissão técnica. Mas o nosso objetivo, para esse momento, é formar um time forte, competitivo. As Olimpíadas são o sonho de todo atleta, com certeza é o grande objetivo final. As duplas novas estão dando trabalho para os velhinhos, mas a gente não vai pegar leve com eles, não – brincou Ricardo.

Para Márcio, medalha de prata nos Jogos de Pequim, em 2008, o trabalho de preparação para o Rio 2016 precisa ser desenvolvido por etapas. O cearense de 39 anos avalia o segundo lugar na etapa do Recife como um bom recomeço, e agora se prepara para encarar uma rotina de treinos que visarão um aperfeiçoamento da dupla para as próximas etapas do Circuito Brasileiro.

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– É um tiro curto, são só três anos, rapinho passa. A gente está focado em chegar bem, jogar direitinho até lá, não se contundir, não se quebrar.

Temos que fazer um treinamento consistente, que possa fazer a dupla render ao máximo, para chegar bem em todas as etapas do Circuito Brasileiro e despontar entre as outras duplas para o Rio 2016 – avaliou Márcio.

Algoz de Ricardo e Márcio na final masculina da etapa do Recife e parceiro do jogador baiano na conquista do ouro olímpico e do bronze em Pequim 2008, Emanuel também já demonstrou o desejo de garantir uma vaga para disputar os Jogos de 2016, ao lado do atual parceiro, Alison. Confrontado com a possibilidade de enfrentar o antigo companheiro em uma final olímpica, no Rio de Janeiro, Ricardo não poupou elogios ao atleta paranaense.

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– Seria sensacional ter essas duas duplas brasileiras em uma final olímpica. Esse é o grande sonho do nosso vôlei de praia. Pelo fato de ser o Emanuel, esse acontecimento teria um brilho ainda maior, porque nós fizemos história como dupla e individualmente também, e ele seria um grande adversário dentro do jogo, é garantia de alto nível – disse Ricardo.

No Circuito Mundial, Ricardo continuará jogando ao lado de Álvaro Filho. A dupla foi formada em março e já conquistou o título do Grand Slam de Gstaad, na Suíça, além da prata no Mundial da Polônia. No Brasil, Álvaro Filho forma dupla com Edson Felipe, mas se ausentou da etapa do Recife por causa de uma lesão. O próximo destino do Circuito Brasileiro é Vitória (ES), de 19 a 22 de setembro.

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