Nada de Kimi Raikkonen, muito menos de Fernando Alonso. A RBR pôs fim ao mistério e confirmou nesta segunda-feira que Daniel Ricciardo será o dono do cobiçado cockpit da equipe na temporada de 2014. O australiano de 24 anos – que defende a STR, co-irmã do time austríaco – substituirá seu compatriota Mark Webber, que deixará a Fórmula 1 para disputar o Mundial de Endurance pela Porsche. O anúncio foi feito ao vivo pelo consultor do time, Helmut Marko, na Servus TV, emissora da RBR. Ricciardo chegou no programa em um carro de uma das patrocinadoras do time. A divulgação era questão de tempo. No fim do mês passado, Webber deu com a “língua nos dentes” ao afirmar que a escolha já tinha sido feita e seria boa para Austrália. Nesta semana, inclusive, Ricciardo já teria feito o molde do banco para 2014. Ele formará dupla com o tricampeão Sebastian Vettel, que em junho renovou seu contrato com a escuderia até 2015.

– Sinto-me muito, muito bem neste momento. Desde que me juntei à Fórmula 1 em 2011, torcia para que isso acontecesse. Há algum tempo, esta crença começou a crescer dentro de mim. Tenho alguns bons resultados e a RBR tomou essa decisão. Ano que vem estarei com a equipe campeã, indiscutivelmente a melhor, e a expectativa é que eu corresponda. Estou pronto para isso. Não estou aqui para correr em décimo lugar. Quero obter os melhores resultados para mim e para o time. Gostaria de agradecer pela oportunidade e mostrar o que posso fazer. Conheço a equipe desde que fui piloto reserva em 2010, o que deve fazer a transição ser mais fácil. Meu objetivo é terminar esta temporada da maneira mais forte possível pela STR. Uma vez que a temporada tenha acabado, estarei totalmente focado no próximo ano e no próximo estágio da minha carreira – comemorou o piloto.

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Chefe da RBR, Christian Horner foi um dos principais incentivadores da carreira de Ricciardo ao indica-lo para a vaga de reserva em 2010, após o bom desempenho do piloto no teste para novatos da F-1 no fim do ano anterior.

– É fantástico confirmar Daniel como titular. Ele é um jovem talentoso e comprometido, tem atitude. No fim, é uma escolha muito lógica. Ele se juntou ao time júnior da RBR em 2008 e vimos na F-3 e na F-Renault que é capaz de conquistar vitórias e títulos. Ele se destacou em todas categorias por onde passou e sempre seguido seus progressos com grande interesse. Ele tem todos os atributos necessários para conduzir para nossa equipe: grande habilidade natural, boa personalidade e bom para trabalhar – destacou Horner.

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Títulos na base e apoio da RBR: o caminho de Ricciardo

Membro da Academia de Pilotos da RBR, Daniel Ricciardo está em seu segundo ano na STR, equipe satélite da escuderia austríaca. Sua estreia na Fórmula 1, porém, foi em 2011, pela já extinta HRT. Ele entrou no meio da temporada no lugar do indiano Narain Karthikeyan através de um aporte financeiro da RBR e participou das 11 provas restantes. Pela STR, Ricciardo disputou 31 GPs até o momento, somando 22 pontos e tendo um sétimo lugar (China-2013) como melhor resultado.

Nascido em Perth, sudoeste da Austrália, Ricciardo deu seus primeiros passos no automobilismo no kart, como quase todos os pilotos. Em 2006, competiu na Fórmula BMW Asia, onde foi 3º colocado. Um ano depois, mudou-se para a Europa para disputar a Fórmula Renault 2.0 italiana. No ano seguinte, foi campeão da Taça do Oeste Europeu (WEC) da F-Renault e vice-campeão da edição europeia da categoria. Os bons resultados na base chamaram atenção da RBR, que o contratou para seu programa de desenvolvimento de jovens pilotos. Daniel progrediu para a Fórmula 3 em 2009 e faturou o título logo em seu ano de estreia com uma campanha dominante.

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A primeira experiência na F-1 foi em 2009, no teste para novatos daquele ano com a RBR. Ricciardo caiu nas graças do chefe da equipe, Christian Horner, que pediu sua contratação para a vaga de reserva. Em 2010, alcançou o vice-campeonato da F-Renault 3.5. Antes de estrear na HRT, ainda participou de mais uma sessão para novatos com a RBR em 2010. Em 2013, esteve na sessão de testes de Silverstone – liberada para titulares – não só pela STR, como também pela RBR, confirmando a preferência do time austríaco em contratá-lo.

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