Líder do Brasil na conquista da vaga para o Mundial, na noite do último sábado, Tatiane Nascimento, ou simplesmente Tati, estava com a pontaria calibrada em Xalapa, no México. Com 100% de aproveitamento nas bolas de três pontos, em cinco tentativas, a ala foi a cestinha da equipe, com 18 pontos, cinco rebotes e cinco assistências, contribuindo para a vitória sobre Porto Rico por 66 a 56, que deu ao país a medalha de bronze na Copa América, e carimbou o passaporte para a Turquia, no ano que vem. Era a última chance de garantir a vaga, e a ala de apenas 22 anos, um dos destaques da nova geração, mostrou maturidade e sangue frio, afastando o natural nervosismo de uma partida decisiva.

– Acordei feliz e muito determinada a vencer. Era um jogo de vida ou morte. Apesar de termos enfrentado Porto Rico na estreia, sabíamos que a partida de hoje, por ser a última chance para o Mundial, seria completamente diferente. E elas entraram com outra atitude, mas não as deixamos confortáveis. A Sepulveda e a Cortijo jogaram muito bem. Acho que a nossa equipe entrou um pouco nervosa, mas, depois encontrou o caminho e soube administrar o resultado – analisou a jogadora, que atua pelo Sport Recife na Liga de Basquete Feminino (LBF).

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Se há quatro anos, quando sofreu uma lesão no joelho, cogitou a possibilidade de desistir da carreira ao se afastar por quase oito meses das quadras, Tati garante que, atualmente, não se deixaria levar por tais pensamentos. Após passar pelas categorias de base da seleção brasileira, este foi o primeiro ano em que a paulista ficou entre as 12 convocadas no time adulto. E vem conquistando o seu espaço a passos largos. O bom desempenho a coloca bem perto da vaga de titular, função que assumiu algumas vezes no México. Em sua estreia pela Copa América, encerrou com o saldo de 55 pontos, 10 rebotes e seis assistências.

– O meu desempenho foi resultado de muito treino, dedicação, postura e, principalmente, concentração. A gente sabia da importância dessa vitória e eu dei o meu máximo. Estava com a mão boa e consegui um bom aproveitamento. Pretendo continuar me aprimorando e chegar ainda melhor no Mundial. Esta foi a primeira vez que eu fiquei entre as 12 na seleção adulta, e não quero sair – disse a atleta, que sagrou-se campeã do Sul-Americano deste ano.

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Fã de Kobe Bryant, a jovem conta que não perde um jogo dos Los Angeles Lakers pela NBA e se espelha no ídolo nas quatro linhas.

– Sou jovem e não vi o Michael Jordan jogar, mas pude acompanhar o Kobe. Sou apaixonada. Não só pelo talento, mas pela liderança dele. Ele é o melhor. E o meu sonho é fazer sempre o melhor, onde quer que eu esteja. Assim como toda a jogadora de basquete, almejo ir para a WNBA, mas, se não der, vou superar os meus limites em outro lugar.

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