No domingo, protesto contra a diretoria depois da derrota por 1 a 0 para o Cruzeiro; na terça-feira, manifestação em frente à sede da Gávea, com mais cobranças e gritos direcionados aos dirigentes; na quinta-feira, a receita simples de Mano Menezes para ter a torcida ao lado: vencer. Com público de 16.203 pagantes (20.870 presentes), o Flamengo teve a substituição dos protestos por apoio, com direito a música que exalta a “alegria de ser rubro-negro” a plenos pulmões.

Pouco antes do início do jogo, transeuntes se misturavam aos poucos torcedores que chegavam ao Maracanã. Dentro do estádio, momentos antes de a bola rolar, o cenário era desolador, com a grande maioria das cadeiras vazias. Pouco depois, porém, o lado esquerdo das cabines de rádio ficou cheio, mas bem longe da carga de ingressos disponibilizada: 59.061.

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No início, a torcida apoiou o time com gritos de “Vai pra cima deles, Mengo”. O gol de Léo Moura, aos 19 minutos do primeiro tempo, agitou os torcedores, que passaram todo primeiro tempo apoiando a equipe, sem cessar um minuto.

No fim da primeira etapa, a torcida gritou em peso o nome de Renato, mostrando o respeito que faltou à diretoria na condução da demissão. O camisa 10 do Santos agradeceu com palmas direcionadas para as cadeiras.

Carlos Eduardo, que foi vaiado quando seu nome apareceu na escalação do placar eletrônico, mereceu aplausos pelo esforço e pelo passe para Hernane fazer o segundo gol, aos nove minutos do segundo tempo.

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– Foi participativo. Assumiu a responsabilidade. Conseguiu ser mais intenso. Tem que manter. Aí, o torcedor vai gostar. É isso que quer ver nele – observou Mano Menezes.

Aos 12, Cicero diminuiu, mas a torcida rubro-negra respondeu com mais apoio. Mesmo com alguns sustos, no fim, festa nas cadeiras, jogadores agradecendo o apoio com aplausos e tendo como resposta os gritos de “que torcida é essa?”

O Rubro-negro voltará ao Maracanã na próxima quinta-feira, quando enfrentará o Atlético-PR. Antes disso, a equipe vai encarar a Ponte Preta, domingo, em Campinas.

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