A chanceler alemã, Angela Merkel, assegurou que não alterou o seu comportamento quando conversa ao telefone com outros líderes, após as alegações de que teria sido alvo de escutas por parte dos serviços secretos norte-americanos.

“Não mudei o meu comportamento na hora de me comunicar e tenho uma lógica consistente nas minhas conversas. Qualquer um que fale comigo ouvirá sempre o mesmo”, disse Merkel, na conferência de imprensa, no final do primeiro dia do Conselho Europeu, em Bruxelas.

Ao ser questionada sobre se espera um pedido de desculpas por parte dos Estados Unidos, a chanceler disse que o mais importante agora é que se crie novamente “uma base para o futuro” entre ambos os líderes, dado que a confiança foi abalada.

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Apesar disso, realçou que “todos sabemos que temos muitos desafios juntos no mundo, os quais só poderemos enfrentar com os olhos postos no futuro”. Para Merkel, enfrentar esses desafios só pode ser feito “com mudanças reais e não com palavras” por parte de Washington.

A chanceler não quis, no entanto, comentar a conversa que teve com o presidente norte-americano, Barack Obama, sobre as denúncias de espionagem às ligações do celular de Merkel.

O presidente do Conselho Europeu revelou, esta noite, que a França e a Alemanha vão realizar conversações com os Estados Unidos sobre as relações entre serviços de informações e que, até o final do ano, deverão ser apresentadas conclusões.

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Herman van Rompuy, adiantou que a iniciativa da França e da Alemanha é aberta aos demais países europeus e advertiu que “a cooperação entre os serviços de inteligência é vital no combate ao terrorismo, tanto na Europa como nos Estados Unidos”, mas que “uma falha de confiança pode prejudicar essa necessária cooperação”.

Antes do encontro do Conselho Europeu, a chanceler alemã e o presidente francês tiveram um encontro bilateral para discutir os casos de espionagem das autoridades norte-americanas.

Ao longo desta semana, Angela Merkel e François Hollande conversaram com Barack Obama por telefone, depois de terem sido divulgadas notícias sobre escutas ao telefone da líder alemã e a milhões de chamadas de números franceses.

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Os dois governantes criticaram duramente a espionagem entre “países amigos” e exigiram esclarecimentos de Washington.

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