Quando foi anunciado no calendário da Fórmula 1 para 2008, o circuito de Valência recebeu inúmeros elogios de Bernie Ecclestone, o chefão comercial da categoria. Segundo o dirigente, aquela corrida não deveria se chamar GP da Europa, e sim “GP do Mundo”, tamanha a grandiosidade do projeto. Só que, na prática, a pista montada nas ruas da cidade espanhola, nos arredores do porto local, nunca rendeu corridas tão empolgantes. Com a crise econômica do país nos últimos tempos, ficou inviável para os organizadores manter aquela estrutura, que hoje se encontra abandonada. Um triste retrato do palco de uma conquista muito importante para o automobilismo brasileiro.

Com apenas cinco GPs realizados em Valência, a cidade deixou o Mundial de F-1 depois da prova de 2012. Mas parece que foi há muito tempo. Pouco mais de um ano depois da última corrida no local, o traçado está bastante maltratado, e à primeira vista não lembra o circuito onde os carros mais modernos do planeta costumavam passar acima dos 300 km/h. Com o mato crescendo e muito entulho para todos os lados.

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Um colaborador do blog “WTF1” visitou o local e registrou imagens que estampam o estado de total abandono do circuito valenciano. Sem um contrato vigente com a categoria e com os promotores envolvidos em dívidas, a pista não lembra em nada o glamour de um GP de Fórmula 1. As estruturas metálicas provisórias, já enferrujadas, ainda estão por lá. Algumas foram retiradas, mas ficaram por ali mesmo, jogadas atrás dos muros. Entre o asfalto e as defensas de concreto, o mato cresce sem controle, já que não há qualquer manutenção.

Pista é marcante para os brasileiros

A bandeira brasileira tremulou no alto do pódio logo na primeira edição do GP da Europa em Valência. Em 2008, ano em que disputou o título até a última corrida da temporada, Felipe Massa fez a pole, a melhor volta e venceu com a Ferrari, celebrando em grande estilo seu 100º GP na categoria.

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Já em 2009, foi a vez de Rubens Barrichello vencer no circuito espanhol, guiando pela Brawn. Assim como Massa, uma conquista marcante sob vários aspectos. Além de encerrar um jejum de cinco anos sem vitórias de Rubinho, foi também a centésima conquista de um piloto brasileiro na Fórmula 1, após as vitórias de Emerson Fittipaldi, José Carlos Pace, Nelson Piquet, Ayrton Senna, Felipe Massa e do próprio Barrichello.

Após duas vitórias de Sebastian Vettel com a RBR (2010 e 2011), a última prova da F-1 em Valência teve festa caseira. E em grande estilo: largando da décima posição com a Ferrari, Fernando Alonso fez uma corrida épica e venceu após a quebra do alternador do carro de Vettel, levando a torcida espanhola ao delírio. O piloto chegou a chorar no pódio, que marcou também a única ocasião em que Michael Schumacher terminou um GP entre os três primeiros em seu retorno à categoria pela Mercedes, time que defendeu por 58 corridas de 2010 a 2012.

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