Mesmo apresentando melhor rendimento em campo, Carlos Eduardo ainda está longe de ser uma unanimidade entre torcedores e também dirigentes do Flamengo. E o empresário do meia, Jorge Machado, está irritado com a exposição a qual o jogador, emprestado pelo russo Rubin Kazan até meados de 2014, vem sendo submetido. Diante de corriqueiras declarações, como a do vice de marketing, Luiz Eduardo Baptista, o Bap, que disse estar decepcionado com Cadu, o procurador declarou que a cúpula rubro-negra tem de falar menos e garantiu que o camisa 23 não deixa o clube antes do fim do contrato, a menos que seja interessante para ele.

– Não fui procurado, mas já ouvi entrevistas de dirigentes falando que foi uma contratação errada e tal. Dirigentes têm mania de começar com esse tipo de coisa quando surge uma pressão. Cadu é um jogador que custou caro para o Rubin Kazan. Conversou com vários clubes, e o Flamengo nos ofereceu as melhores condições. Então é preciso cumpri-las. Isso é uma coisa que eu decido com o Eduardo. Acho que está na hora de o futebol brasileiro ser profissional. O cara contrata alguém e tem que cumprir. Só isso. É uma coisa que chateia muito. Não existe a mínima condição de devolução, a não ser que seja interessante para o Eduardo – afirmou o empresário em entrevista à Rádio Brasil.

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Apesar de deixar clara sua insatisfação com a diretoria do Flamengo, Jorge Machado diz que o mesmo não acontece com Carlos Eduardo. Segundo ele, o jogador está tranquilo, sabe que poderia estar rendendo mais, mas acredita que conseguirá conquistar a torcida rubro-negra.

– Ele está tranquilo. Sabe que não está rendendo o que pode, mas vai voltar. Não seria um jogador sem personalidade sendo vendido por 10 milhões de euros aos 18 anos, e depois por 24 milhões de euros. Ele não tem problema nenhum, isso é uma manifestação minha. Ele continua trabalhando para conquistar a torcida do Flamengo, como fez na Alemanha. Ele teve uma lesão, como foi o caso do Sobis, do Nilmar. Quando ele se recuperar, certamente vai voltar a ser o jogador que ele era – opinou.

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Cuidando da carreira de Carlos Eduardo há cerca de oito anos, Jorge Machado pede mais profissionalismo ao futebol brasileiro.

– É o momento de eu começar a defender o Eduardo, que está comigo desde os 18 anos. O Flamengo tem de dar um basta nisso e cumprir o que foi contratado. Futebol não é matemática. É muito prematuro tentar julgar e definir alguém, dizendo que não serve mais, vamos devolver. Para o Carlos Eduardo vir para o Brasil e para o Flamengo, nós abrimos mão de muita coisa. Ele não veio brincar aqui – afirmou.

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