Com o objetivo de valorizar o pagode da viola caipira, na próxima quarta-feira (16), no Casario, a partir das 19h30 acontece a Homenagem ao rei do pagode, Tião Carreiro. O evento musical será em lembrança aos 20 anos de sua morte. A partir deste evento, também se inicia o Projeto Ensaio aberto da Orquestra Viola Divina.

O Idealizador e organizador do evento é o violeiro e regente da orquestra Viola Divina, Pedro Barbosa. Segundo ele, esta é a primeira edição do evento e já conta com vários parceiros, entre eles orquestra Viola Divina, Prefeitura Municipal e Secretaria Municipal de Cultura, além de diversas duplas de violeiros de Rondonópolis: Pedro Barbosa e Francis Lima, Eder e Cícero Viola, Felipe e Guilherme Viola, Ferreirinha e Joari, Pavão e Damaceno, Rosy Leite e Augusto, que cantarão músicas do homenageado.

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De acordo com Barbosa, o evento é aberto ao público e preparado especialmente para os fãs do Tião Carreiro, para todos aqueles que gostam do som da viola caipira e também para os que querem conhecer a música raiz. “Tião Carreiro é considerado o divisor de água na música raiz brasileira”, conclui o violeiro.

TIÃO CARREIRO

Tião Carreiro estreou em disco em novembro de 1956, ao lado de Pardinho, ex-trabalhador braçal e cantor de horas vagas que ele conheceu no circo Rapa Rapa, na cidade de Pirajuí (SP). No início, adotava ainda o nome de Zé Mineiro, passando a seguir para João Carreiro. Antes de conhecer Antônio Henrique de Lima, o Pardinho, Tião já havia cantado usando os nomes de Zezinho, junto a Lenço Verde, e de Palmeirinha, primeiro com Coqueirinho e depois com Tietezinho.

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Violeiro intuitivo, Tião Carreiro jamais frequentou escola de música. Foi autodidata também na escrita, ao ponto de criar letras com cheiro de terra e mato para várias músicas de seu vasto repertório.

Tião Carreiro, habilidoso tocador de viola, um dos maiores violeiros brasileiros, com seu carisma e talento, exercia uma magia sobre as pessoas, tendo conquistado um público fiel, que mesmo após dez anos de sua ausência física, continuam cultuando o ídolo.

PAGODE

Tião Carreiro tocava viola desde jovem, mas era inconformado sempre procurando novas formas de tocar, foi aí que inventou um ritmo diferente, em que a viola batia cruzado com o violão, numa mistura de recorte do catira lento com o recortado mineiro mais expressivo.

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O pagode foi criado por Tião Carreiro na rádio cultura de Maringá/PR; Tião começou a bater com sua viola e conseguiu fazer a junção da viola com o violão na mesma gravação.

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