Aos 45 minutos do segundo tempo da vitória por 2 a 0 sobre o Coritiba, na última quarta-feira, Marcelo Moreno deixou o banco de reservas do Flamengo e se posicionou na linha lateral para entrar em campo em uma substituição feita apenas para o técnico Jayme de Almeida “ganhar” tempo nos momentos finais da partida. O lance, que poderia passar despercebido, representou bem o atual momento do atacante boliviano no Rubro-negro.

Vivendo a pior fase de sua carreira, Moreno amarga a reserva no Flamengo e acumula números que nem de perto condizem com a rotina de um artilheiro. Em um ano (desde outubro de 2012), o atacante marcou apenas seis gols em partidas oficiais – dois pelo Grêmio e quatro pelo time carioca.

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Com o desempenho longe dos melhores, Marcelo Moreno fez até a diretoria do Flamengo mudar de ideia. Se antes a decisão era adquirir os direitos econômicos daquele que consideravam o principal atacante, o pensamento agora é devolver o boliviano ao Grêmio no final de seu contrato – 31 de dezembro de 2013.

Mesmo sem demonstrar qualquer interesse em exercer o direito de compra sobre Moreno, os dirigentes rubro-negros ainda evitam comentar o assunto e o futuro do atleta.

“O Marcelo tem contrato até o final do ano e isso é a única coisa que posso falar. Não vou comentar nada sobre o planejamento para o próximo ano”, disse o diretor executivo de futebol do clube, Paulo Pelaipe.

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Internamente, porém, muitos já sabem da opção de não contar com Marcelo Moreno para a próxima temporada. A ideia é aproveitar ainda mais Hernane, artilheiro do time em 2013 – 24 gols –, e abrir espaço na folha salarial para outras contratações de peso. O atacante boliviano recebe cerca de R$ 280 mil, valor que, segundo os cartolas, poderia ser destinado a algum reforço.

Pai polêmico evita falar

Procurado pela reportagem para comentar o mau momento de Moreno, o pai do atacante, Mauro Martins, pediu para não dar entrevistas. Conhecido por declarações polêmicas, ele disse que foi mal interpretado em outras oportunidades e preferiu o silêncio.

“Gostaria de ficar calado. Em outras oportunidades, dei minha opinião sobre coisas simples e transformaram em grandes polêmicas. O momento não é dos melhores, então prefiro ficar quieto e deixar o Marcelo trabalhar”, disse, em rápido contato telefônico.

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No início do ano, Mauro Martins foi pivô de inúmeras polêmicas após chamar o Grêmio de “timinho” e afirmar que seu time não jogaria em equipes como Palmeiras e Flamengo. Desta vez, o pai não quer complicar ainda mais a vida do filho.

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