Neri Geller - Foto: reprodução
Neri Geller – Foto: reprodução

Um ocupa a Secretaria de Políticas Agrícolas (SPA) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), cargo que em termos de importância só fica atrás da função do próprio ministro.

O outro, apesar dos inúmeros protestos contra a indicação de seu nome para comandar a pasta, administra a Secretaria de Defesa Animal do Mapa. Os dois são protagonistas de políticas que refletem no superávit da economia brasileira.

Os personagens em questão são Neri Geller e Rodrigo Figueiredo, mato-grossenses que estão à frente de duas das mais importantes secretarias ligados ao agronegócio, e que tem sob sua responsabilidade a gestão de bilhões de reais.

Neri Geller, que recentemente deixou o PP para se filiar ao PMDB, labuta no campo há muito tempo e já atuou como representante classista, vereador, deputado federal e no início do ano ‘faturou’ uma das secretarias mais visadas porque aqueles que têm seu trabalho ligado ao agronegócio, tamanha é a importância da SPA e a quantia de erário público que ela movimenta.

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Diferente de seu colega mato-grossense, Geller goza de muito prestígio dentro da secretaria, do ministério, junto a entidades de classe e aos produtores rurais. “O secretário conhece os meandros da Agricultura, é um homem que iniciou sua vida no campo, e vai saber gerir a pasta com propriedade”, comentou o senador Blairo Maggi (PR) quanto questionado sobre a biografia de Geller.

Foto: reprodução
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Já Figueiredo está no comando de uma secretaria que mexe diretamente com o interesse de grandes empresários do setor pecuário, como a maior empresa processadora de proteína animal do mundo, o frigorífico brasileiro JBS, dono da marca de carne bovina Friboi.

A JBS é acusada de ter feito ‘lobby’ junto à Câmara Federal para colocar Figueiredo no cargo, que por sua vez é acusado de estar lá puramente para servir aos interesses da mega empresa.

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Fiscais agropecuários de todo Brasil ainda tem esperança de retirar Rodrigo do cargo, fazendo manifestações contra a indicação de um político para a função. “O secretário vai continuar. O fiscal Rodrigo Figueiredo também vai continuar na secretaria. Hoje ele é nosso assessor. Os fiscais entenderam que essas mudanças são naturais e cada ministro muda sua equipe conforme a necessidade”, disse o ministro da Agricultura Antônio Andrade.

Se as acusações procedem ou não é outra história. O que é certo é o fato de que os mato-grossenses, representantes legítimos do maior estado produtor de grãos do Brasil conseguiram alcançar postos de destaque no Governo Federal.

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