Muricy Ramalho vive uma nova e dura realidade em seu retorno ao São Paulo. Tricampeão brasileiro pelo clube e nome sempre cotado para dirigir a seleção brasileira, o treinador se apressa agora para reaprender a lutar contra o rebaixamento, algo que não acontecia na carreira dele desde 2001, quando dirigiu o Santa Cruz. A 13 rodadas do fim, o drama do Tricolor e a preocupação do treinador crescem a cada novo tropeço.

– Eu sinto (o momento ruim), tenho uma história aqui. Eu não levei vantagem em estar aqui com a história que tenho. Não vou desistir ou jogar a toalha. Agora é a hora de mostrar a cara. Eu, como cresci aqui, não vou abaixar a cabeça. Vamos lutar até o final – afirmou.

Leia também:  União vence Aparecidense no Luthero, veja os gols

Muricy não perdeu o controle em nenhum momento da entrevista coletiva depois da derrota para o Santos, mas se mostrou abalado com a atuação da equipe. A esperança de reação após a boa apresentação diante do Grêmio (derrota por 1 a 0) sofreu um duro golpe no litoral. Apático, o São Paulo foi dominado, e mesmo com um jogador a mais, ainda levou mais dois gols.

– Não é fácil. Estou surpreso, mas vamos fazer os caras reagir – prometeu.

A última vez que Muricy Ramalho brigou para não cair foi na edição 2001 do Campeonato Brasileiro, dirigindo o Santa Cruz. Em uma árdua briga contra o Flamengo, os pernambucanos levaram a pior. Mesmo vencendo o Guarani na última rodada por 2 a 1, o time acabou rebaixado com o triunfo carioca diante do Palmeiras.

Leia também:  Brasil dá show em Cuiabá e avança no Grand Prix

Antes disso, em 1999, Muricy até teve participação na queda do Botafogo, de Ribeirão Preto, comandando o time nas oito primeiras rodadas do Brasileirão, mas acabou demitido ao vencer apenas um jogo e perder outros quatro. O time do interior paulista chegou a crescer no torneio após a troca de comando (Lula Pereira assumiu a vaga), mas não evitou a degola.

Desde a decepção de 2001, o técnico se acostumou a lutar por títulos, a começar pelo estadual do ano seguinte, pelo Náutico. No São Paulo, onde é idolatrado pela torcida, foram três brasileiros consecutivos, dando o salto de qualidade que precisava para entrar na lista dos treinadores mais badalados do país. Hoje, ele se apega ao histórico vencedor no clube para ainda acreditar na salvação.

Leia também:  Richard Gama vence três e cai nas semifinais para líder

– Nós ainda temos chances de sair dessa situação. Eu não posso perder a cabeça agora.

O técnico parte agora para tentar acordar alguns jogadores que não rendem o esperado, como Jadson, Osvaldo e Luis Fabiano. Ele deixou claro que vários atletas estão sentindo a pressão para deixar as últimas colocações. Com isso, deve fazer alterações para enfrentar o Vitória, sábado, às 21h, no Morumbi. Será o reencontro de Ney Franco com o elenco.

Advertisements

Comentários

*Os comentários aqui publicados são de responsabilidade dos usuários e não representam a opinião do site.