A crise financeira que envolve a Companhia de Desenvolvimento de Rondonópolis (Coder), já vem de muitos anos e não é nenhuma novidade, mas devido ao estado em que ela chegou nos últimos dias acabou sendo um dos assuntos discutidos durante a sessão da Câmara Municipal desta quarta-feira (9).

Os vereadores Cláudio da Farmácia, Adonias Fernandes, Thiago Silva e Lourisvaldo Manoel de Oliveira, o Fulô, ambos do (PMDB) destacaram que desta vez, eles consideram como a pior crise da autarquia. Em seus discursos, os parlamentares falaram em falta de pagamentos e até de alimentação aos servidores e que eles temem pela extinção da Companhia.

Para Adonias falta o prefeito Percival Muniz (PPS) chamar o problema para si. “Já foi autorizada a negociação, liberamos áreas para que a dívida fosse paga e não sei por que até agora a prefeitura não está repassando o dinheiro para a Coder”, fala Adonias.

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Fulô também ‘tocou na mesma tecla’ que o colega dizendo que este ano o prefeito Percival Muniz (PPS), mandou um projeto de compra de alguns terrenos da Coder, para que o dinheiro levantado ajudasse a pagar cerca de 20% das dívidas, e parcelar o restante.

“Aprovamos a compra e foi levantado o dinheiro, porém algum ‘iluminado’ disse que era melhor financiar pela prefeitura e que ficaria mais barato. O que acontece é que até hoje a dívida não foi parcelada e o dinheiro foi gasto com folha de pagamentos”, revela Fulô.

Ainda conforme o parlamentar, a dívida na maioria, refere ao não pagamento de INSS e FGTS de funcionários, além disso, o vale alimentação não está sendo pago e ontem (09) faltou marmitas para os trabalhadores.

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“Como a Companhia deve para o governo, ele não libera a certidão, sem certidão é impossível assinar contratos e sem verbas os trabalhadores ficarão sem salários”, finaliza Fulô.

Claudio explicou que há uma grande preocupação em relação a situação que a Coder chegou e que teme realmente pelo fechamento da autarquia. “Estou torcendo para que esses problemas sejam resolvidos, porque não vejo a cidade sem a Coder”, alega.

Já o vereador Thiago Silva (PMDB), disse que já mandou um requerimento a instituição, para que esclareça a Casa de Leis sobre as dívidas e as possíveis medidas a serem tomadas.

 

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