Os presidentes russo, Vladimir Putin, e norte-americano, Barack Obama, devem discutir a crise da Síria à margem de uma reunião sobre Ásia-Pacífico que será realizada na próxima semana em Bali, disse nesta quinta-feira um assessor do Kremlin.

“Será mais lógico encontrar (Obama) em Bali, levando em conta o trabalho relativo à questão síria”, disse um assessor de política externa de Putin, Yuri Ushakov, a jornalistas.

Ushakov afirmou que autoridades dos Estados Unidos e da Rússia estão discutindo detalhes para um possível encontro durante a cúpula de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec, na sigla em inglês). Putin deve sair de Moscou no domingo rumo à ilha indonésia de Bali.

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A Rússia, principal aliada do presidente sírio, Bashar al-Assad, e os EUA têm mantido posições diversas sobre o conflito na Síria.
Os dois países, no entanto, que são membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, concordaram no mês passado sobre um plano para que o governo sírio entregue as armas químicas que possui e estão tentando preparar uma conferência internacional para discutir a paz no país.

O presidente dos EUA, Barack Obama, à direita, estende a mão para o presidente da Rússia, Vladimir Putin, na chegada para a reunião do G20 no início de setembro; eles devem se encontrar novamente para discutir a crise na Síria (Foto: Alexander Zemlianichenko/ AP)
O presidente dos EUA, Barack Obama, à direita, estende a mão para o presidente da Rússia, Vladimir Putin, na chegada para a reunião do G20 no início de setembro; eles devem se encontrar novamente para discutir a crise na Síria (Foto: Alexander Zemlianichenko/ AP)

Obama e Putin já falaram brevemente sobre a Síria durante a reunião do G20 na cidade russa de São Petersburgo, que ocorreu nos dias 5 e 6 de setembro.

As relações entre Washington e Moscou são tensas por diversas questões, entre elas algumas relativas à situação dos direitos humanos e da democracia sob o governo de Putin.

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Obama cancelou uma reunião entre EUA e Rússia em setembro depois de o governo russo ter concedido asilo temporário a Edward Snowden, ex-prestador de serviço de uma agência de espionagem norte-americana que vazou detalhes sobre os programas de monitoramento do governo e é procurando nos EUA.

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