Como até o momento o governo não sinalizou com um cronograma de repasses de recursos para dar condições de trabalho para a sede do Detran-MT e as Ciretrans  que vivem uma situação de total precariedade sem papel sulfite até para emitir guias,  os servidores do Detran-MT decidiram em assembleia geral aprovar indicativo de greve para dia 21 de outubro.

A assembleia foi realizada na tarde dessa segunda-feira(7)  e contou com a participação de representantes das regiões de Alta Floresta, Cáceres, Rondonópolis, Porto dos Gaúchos, Sinop, Tangará da Serra e Barra do Garças.

Todos relataram as dificuldades que têm enfrentado com o sistema de informática Detrannet que vive fora do ar dificultando a transmissão de dados para as Ciretrans. “Estamos desde agosto aguardando um cronograma do governo para o repasse de recursos emergenciais para garantir pelo menos que o sistema funcione a contento e que possam ser adquiridos material de expediente e até agora nada”, comentou Veneranda Acosta, presidente do Sindicato dos Servidores do Detran-MT (Sinetran-MT).

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Segundo o Sinetran-MT, além da reunião com o governador no mês de julho, também foram feitas outras reuniões com o chefe da casa Civil Pedro Nadaf e com o secretário de Administração Francisco Faiad, mas por enquanto nada foi definido. “Não vamos abrir mão do que foi prometido pelo governo que resolveria o problema das condições de trabalho. Também consideramos inegociável o domínio do sistema DetranNet, que sendo administrado no próprio Detran-MT pelos seus analistas de sistema, vai gerar economia de R$ 5 milhões por ano que estão sendo repassados para o Cepromat sendo que o sistema continua não funcionando”, criticou Veneranda.

Além do sistema do DetranNet, está na pauta de reivindicações também a reestruturação organizacional da autarquia com a redução de cargos comissionados e a destinação de 50% para serem exercidos por servidores efetivos, o que gerará uma economia de aproximadamente R$ 3 milhões anuais; devolução de servidores cedidos para o Detran por prefeituras e outras secretarias que estão ocupando vagas de candidatos classificados; outro concurso público para profissionais não contemplados no último concurso; revogação da lei complementar que  terceiriza o setor de vistoria veicular/ambiental; e publicação de uma lei complementar que defina recursos mensais para o Detran poder funcionar.

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“Não vamos abrir mão de lutar por um Detran melhor. Não estamos reivindicando reajuste salarial, nem qualquer outro benefício remuneratório. Queremos apenas uma entidade mais técnica, organizada e moderna, para prestarmos um serviço eficiente junto à sociedade que paga altas taxas para ter isso”, afirmou Veneranda.

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