Em 2005 e 2006, os títulos mundiais conquistados por Fernando Alonso davam indícios de que o espanhol seria o protagonista de uma nova era de hegemonia na Fórmula 1, determinando o fim do período de invencibilidade de Michael Schumacher. No entanto, a temporada de 2007 foi marcada por uma passagem atribulada pela McLaren, e o sonho do tri acabou adiado por apenas um ponto. Desde então, ele bateu na trave várias vezes e não voltou a erguer o troféu do Mundial de pilotos.

Na temporada deste ano, encerrada no último fim de semana, no GP do Brasil, Alonso foi vice-campeão pela terceira vez – a segunda consecutiva. Apesar de não ter obtido sucesso contra o domínio do tetracampeão Sebastian Vettel e da RBR, o espanhol se mostra confiante de que a Ferrari, sua equipe desde 2010, será capaz de brigar pela liderança em 2014, ano em que as mudanças no regulamento da F-1 prometem renovar a categoria.

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– Ainda acredito que tenho muitos anos pela frente para recuperar alguns dos campeonatos que poderia ter ganhado, como o de 2010 e 2012. São dois claros exemplos. Por dentro, continuo acreditando que, quando me aposentar, terei mais que dois títulos. Não sei quantos, mas mais que dois. Não perderei mais uma oportunidade sequer. Ninguém no paddock pode dizer quem dominará a Fórmula 1 em 2014. Então, acredito que estou na melhor equipe para brigar pelo título e voltar a vencer – disse Alonso, em entrevista ao jornal espanhol “Marca”.

Na avaliação do piloto da Ferrari, o domínio da RBR teve início por causa da vantagem aerodinâmica da escuderia austríaca, que soube tirar proveito do difusor duplo apresentado no campeonato de 2009 para se manter no topo. Para Alonso, que terá a companhia de Kimi Raikkonen a partir de 2014, o desafio da equipe adversária será conseguir manter a boa fase nos próximos anos e administrar a pressão por mais vitórias de Sebastian Vettel.

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– Vettel tem 26 anos e, quando tiver um carro como o dos outros, será uma das lendas da F-1 apenas se conseguir continuar ganhando. Se ele for quarto, quinto ou sétimo, os quatro títulos mundiais já conquistados até aqui se transformarão em más notícias para ele, porque o público se preocupa mais com o que estamos fazendo agora. Assim, penso que ainda existem momentos interessantes e desafiadores para Sebastian no futuro – avaliou o bicampeão mundial.

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