Os jogadores Bruninho, Maurício e Thiago Alves, além do técnico Bernardinho, todos da equipe de vôlei do Rio de Janeiro, desembarcaram na manhã desta terça-feira no terminal 1 do Aeroporto Internacional Antônio Carlos Jobim trazendo em suas bagagens a medalha e o troféu da Copa dos Campeões, título conquistado na madrugada do último domingo, no Japão, após a vitória por 3 sets a 2 sobre a Itália. Mais do que isso, eles trouxeram provas de que a renovação feita para este ciclo olímpico já começa a surtir efeito.

Convocados para ganhar experiência e rodagem com a camisa da seleção brasileira, nomes como Lucarelli, Maurício e Wallace mostraram que estão no caminho certo e receberam elogios do comandante canarinho.

– Esse campeonato foi a confirmação do equilíbrio do vôlei masculino. Fizemos algumas observações como o Lucarelli mostrando ser um cara de condições diferenciadas, o Maurício sendo uma opção interessante e o Wallace, já no seu segundo ano de seleção, eleito o melhor oposto da competição, que é muito significativo por estar se confirmando como um jogador de decisão – analisou Bernardinho.

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Sem vencer uma competição deste nível há três anos, a última fora o Mundial de 2010, o levantador Bruninho diz acreditar que a conquista tira dos ombros, especialmente dos mais jovens, o peso da responsabilidade de manter a seleção no nível de anos atrás.

– Foi muito importante para esta geração, pois desde 2010 não conquistávamos um título de nível mundial, ainda mais com um novo ciclo, novos jogadores, alguns importantes ainda do lado de fora, como o Murilo. Acho que valeu muito, pois tira esse peso de sempre ter que estar conquistando títulos – disse o levantador.

Mesmo perdendo o posto de seleção a ser batida nas últimas competições para a Rússia , o pensamento interno é de que os olhos dos adversários voltaram à seleção após a apresentação vitoriosa no torneio.
– Acho que volta porque é um campeonato mundial. O respeito nunca acabou, mas o olhar para a seleção campeã do mundo voltou, com certeza – opinou o central Maurício.
A dois anos e meio para das Olimpíadas de 2016, Thiago Alves diz entender que a nova geração está no caminho certo para seu objetivo final.
– Acho que o trabalho começou muito bem. Já vi algumas entrevistas do Bernardinho, que não esconde que temos duas metas: o Mundial do ano que vem na Polônia e as Olimpíadas de 2016 – afirmou.

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Conscientes de que ainda têm muito a crescer até as Olimpíadas do Rio, os brasileiros apontaram a ansiedade como o grande defeito a ser corrigido. As dificuldades encontradas em fechar as partidas contra Irã, Rússia e Itália receberam uma atenção especial.

– Precisamos trabalhar mais esta instabilidade para não termos tantos altos e baixos durante a partida. Contra a Itália, nós entramos bem e depois complicamos o jogo – admitiu Thiago Alves.

Um dos mais experientes do grupo, Bruninho concordou com o companheiro e relembrou dificuldades na maioria das partidas.

– Pecamos na competição com a ansiedade de fechar as partidas. Os terceiros sets contra Irã, Rússia e Itália, nós passamos por isso – completou o levantador.

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Agora, todos os selecionáveis mudam de foco, pois no próximo sábado voltam às quadras, mas pela Superliga. Dentro de casa, o Rio de Janeiro recebe o Campinas, no sábado, às 21h30m, no Tijuca Tênis Clube, com transmissão do SporTV.

 

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