Não teve surpresa na cerimônia da Federação Internacional de Atletismo (IAAF), neste sábado, em Mônaco. Os jamaicanos Usain Bolt, de 27 anos, Shelly-Ann Fraser-Pryce, de 26, fizeram jus ao seu favoritismo, honraram a tradição de seu país no esporte e levaram o prêmio de melhores do ano no atletismo mundial em 2013, em um evento com a presença de outros esportistas célebres.

Bolt conquistou três ouros no Mundial de Moscou (100m rasos, 200m rasos e 4x100m rasos), mas não conseguiu superar seus próprios recordes. Mesmo assim foi coroado na cerimônia, derrotando o britânico Mo Farah, campeão olímpico dos 5.000m e dos 10.000m no ano passado e ouro em duas provas na Rússia, e o ucraniano Bohdan Bondarenko, de 24 anos, que se tornou a sensação da temporada, tendo vencido o salto com vara no torneio russo e a Diamond League.

– É sempre uma honra ser reconhecido pela IAAF, por meus fãs e por todos aqui como melhor atleta do ano. Sempre me dediquei muito, quero ser sempre o melhor do meu esporte. Estou sempre focado e isso é uma coisa difícil de se fazer. Eu trabalho muito todo ano para estar aqui e farei isso nos próximos anos. Quero agradecer a Deus porque foi uma temporada difícil. Eu vejo muitos atletas jovens começando e quero encorajá-los a sempre lutar por mais – comentou a lenda jamaicana, que antes de receber o prêmio participou, sem sucesso, de uma brincadeira em que tentava autografar dez exemplares de sua biografia em menos de 9s58, seu recorde mundial dos 100m.

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Bicampeã olímpica dos 100m, Shelly-Ann também fez a trinca no Mundial de Moscou (100m, 200m e 4x100m) e foi campeã da Diamond League nas duas provas mais rápidas do esporte. Apelidada de “foguete”, ela superou Zuzana Hejnova, campeã mundial com sobras dos 400m com barreiras de e vencedora de sete das oito etapas da Diamond League. Ela também derrotou a neozelandesa Valerie Adams, atual bicampeã olímpica e soberana no arremesso de peso, que conquistou o tetra mundial e a Diamond League em 2013.

– Eu estou muito feliz de estar aqui e no meio dos melhores do mundo em suas modalidades. Estar aqui no topo para mim é demais. Muito obrigado pelo seu voto. Foi um ano espetacular e não estaria aqui sem a benção de Deus, que me deu um talento especial – relatou a moça, que costuma competir com tênis rosa, da mesma cor de seus cabelos, e levou a honraria pela primeira vez.

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Além do troféu e da homenagem na cerimônia, ambos os atletas receberão a quantia de U$S 100 mil (R$ 231 mil).

De vestido vermelho, Isinbayeva promete voltar como melhor do ano após Rio 2016

Apesar de não concorrer ao prêmio de melhor atleta do ano entre as mulheres, a russa Yelena Isinbayeva deu o ar de sua graça na cerimônia da IAAF. De vestido vermelho, a musa do salto com vara foi homenageada com o “Distinguished Career Award” (do inglês, “Prêmio de Carreira Distinta”). Ela puxou o microfone das mãos da apresentadora e prometeu voltar em 2016 com a medalha de ouro de sua modalidade das Olimpíadas do Rio.

– Olha, deixe-me dizer algumas palavras. Muito obrigada por estarem aqui. Eu agradeço demais. Quero muito voltar aqui em 2016 como a melhor atleta do ano. Após meu bebê nascer, eu vou voltar e quero trazer minha medalha de ouro do Rio – relatou a atleta.

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Campeã mundial em 2013, em Moscou, ela teve sua aposentadoria especulada pela imprensa especializada, mas negou o fato. Isinibayeva fará uma pausa na carreira para ter um bebê e, depois, voltará a competir.

O “Distinguished Career Award” também foi dado ao americano Dwight Phillips, ouro em Atenas 2004 e tetracampeão mundial no salto em distância.

Americana ganha prêmio de revelação do ano, e IAAF põe 12 atletas no Hall da Fama

A americana Mary Cain, de apenas 17 anos, ganhou o prêmio de revelação de 2013. Ela possui diversos recordes nas categorias inferiores e colegiais e é a mais nova atleta a ter representado os Estados Unidos em um Mundial após ter se classificado para os 1500m, fazendo a final em Moscou. O melhor técnico do ano também veio dos EUA. Trata-se de Alberto Salazar, que treina o britânico Mo Farah e, inclusive, Mary Cain.

Entraram no Hall da Fama os atletas: Harrison Dillard, Marjorie Jackson, Hannes Kolehmainen, Natalya Lisovskaya, Svetlana Masterkova, Noureddine Morceli, Parry O’Brien, Marie-José Pérec, Viktor Saneyev, Yuriy Sedykh, Daley Thompson e Grete Waitz.

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