A reação é quase tão rápida quanto o “batmóvel” no qual Carlos Eduardo desfila pelas ruas do Rio de Janeiro – um Mercedes SLS que vai de 0 a 100km/h em 3.4 segundos. Basta entrar em campo para o camisa 20 ser “brindado” com sonoras vaias no Maracanã, muitas vezes sem nem tocar na bola. As atuações não são mais apagadas como no começo da passagem pelo Flamengo. As idas e vindas na equipe já se transformaram em condição de intocável com Jayme de Almeida, mas o meia-atacante segue sendo o único “porém” na relação de lua de mel da torcida com o time que deixou para trás uma temporada que se desenhava como trágica e está a um 0 a 0 do título da Copa do Brasil. Contratação mais cara de uma diretoria que iniciou o ano propagando corte de gastos, Cadu carrega o peso das cifras (tem o maior salário do elenco) que o transformou em alvo por não repetir em 2013 o futebol que o transformou em sensação seis anos antes, no Grêmio.

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Quarta-feira, às 21h50m (de Brasília), o Flamengo recebe o Atlético-PR no Maracanã. A possibilidade do tricampeonato fez com que o torcedor esgotasse os ingressos com uma semana de antecedência. Promessa de apoio incondicional ao time, e expectativa para Carlos Eduardo. A julgar pelo que se tornou rotina no Rio de Janeiro, vaias cairão sobre sua cabeça desde o anúncio da escalação no telão, como aconteceu neste domingo diante do Corinthians. Tem sido assim, independentemente do que faça em campo. Nada, porém, que o afete mais. Tranquilo, admite o desconforto, mas encara de frente a situação que já o fez pensar em não entrar em campo.

– É difícil. A bola nem chega e já estão vaiando. Em muitos momentos, já pensei, indo para concentração, em pedir para ficar fora, mas sei que sou importante. Sei que posso ajudar o grupo. Eu mereço estar no grupo, eles merecem o meu apoio, e isso me dá alegria, vontade de estar em campo e esquecer muitas coisas. As pessoas falam que não sabem como eu consigo jogar, mas já passei por muitas dificuldades, e todo mundo passa por um momento ruim. É um aprendizado grande, e sei que vou sair dessa.

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