A moeda americana subiu 0,51%, a R$ 2,3185, após atingir R$ 2,3465 na máxima e R$ 2,2949 na mínima do dia. Veja cotação
No mês, há alta de 3,77% e no ano, de 13,39%.

“Nossa moeda está com volatilidade bem maior do que as outras”, disse à Reuters o operador de um grande banco nacional. “O dólar chegou a subir bastante e agora assentou, mas o mercado continua operando principalmente de olho nos dados do mercado de trabalho dos EUA”.

Pela manhã, dados melhores do que o esperado sobre o emprego nos Estados Unidos levaram o dólar registrar forte alta ante o real. A criação de empregos nos EUA acelerou inesperadamente em outubro, apesar da paralisação temporária do governo. Os empregadores abriram 204 mil novas vagas no mês passado, bem acima de expectativa de pesquisa da Reuters de criação de 125 mil postos de trabalho.

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“Os índices norte-americanos estão dando o tom do mercado”, afirmou à Reuters o gerente de câmbio da Treviso Corretora, Reginaldo Galhardo. “O pessoal estava esperando a divulgação do ‘payroll’ para tomar suas decisões e, agora que ele saiu melhor que o esperado, voltaram as perspectivas de que o Fed irá antecipar a redução dos estímulos para dezembro”, acrescentou.

Os dados do mercado de trabalho são uma das principais variáveis econômicas que o Fed analisa para direcionar seus próximos passos de política monetária. Hoje, ele injeta US$ 85 bilhões por mês para estimular na economia norte-americana, e parte destes recursos costuma migrar para países emergentes, em busca de rendimentos maiores.

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Com os sinais de recuperação da maior economia do mundo, crescem as apostas de que o banco central do país vai começar a retirar seus estímulos em breve, o que diminuirá a liquidez nos mercados.

Apesar da forte alta registrada pelo dólar recentemente, especialistas ainda não acreditam que o Banco Central brasileiro possa ampliar a sua atuação no mercado de câmbio para evitar pressão inflacionária.

“Se o BC entrasse de novo no mercado seria bom, mas acho difícil ele fazer isso, até porque ele já oferta os leilões diários”, afirmou à Reuters o operador de câmbio da B&T Corretora Marcos Trabbold. “O dólar muito alto é inflacionário, o que prejudica o Brasil, por isso acho que o BC deveria entrar”.

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Nesta manhã, o BC realizou mais um leilão de linha previsto em seu cronograma de atuações diárias, com a venda de até US$ 1 bilhão com taxa de recompra de R$ 2,347416 em 4 de fevereiro de 2014.

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