“Esta não foi a primeira vez que tentam me tirar da presidência da Câmara de Vereadores de Cuiabá e isto é o que acontece com quem busca a moralização dos serviços em meio a corrupção”. A fala foi dada pelo presidente afastado da Casa de Leis da capital, João Emanuel (PSD), ao AGORA MT, em entrevista realizada no final da manhã desta quinta-feira (28).

Um dos principais alvos da Operação Aprendiz deflagrada hoje pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), com o objetivo de desmantelar suposto esquema criminoso de desvio de dinheiro público da Câmara, Emanuel disse estar tranquilo e que acredita na Justiça.

“Isto é claramente uma jogada política”, observou o parlamentar. Emanuel acrescentou que o documento apresentado pelo Gaeco é específico para fazer busca e apreensão de documentos e que todos os demonstrativos de pagamentos, notas e outras documentações foram apresentadas.

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“Não beneficiamos esta ou aquela empresa em nenhum processo licitatório, e eu não me deixei nunca de prestar declarações quando fui acionado, e continuo à disposição tanto da polícia quanto da justiça, motivo pelo qual não vejo necessidade de armarem este circo”.

 

Veja nota emitida pelo advogado de João Emanuel

1 – Hoje, pela manhã, recebi e acompanhei agentes do Gaeco na sede da Câmara de Vereadores de Cuiabá, a fim de efetivar a medida cautelar de busca e apreensão deferida pela Vara Especializada contra o Crime Organizado.

2 – A medida judicial buscada pelo Gaeco é desproporcional e ilegal. Nos últimos 30 dias, esta presidência da Câmara prestou esclarecimentos ao Ministério Público Estadual, disponibilizando documentos apontados pelos promotores e mais outros que quisemos oferecer espontaneamente.

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3 – Na sexta-feira passada, prestei depoimento ao Gaeco, na intenção de auxiliar nas investigações de eventuais irregularidades, já que a licitação não foi ultimada pela atual gestão e sim pela anterior.

4 – Recebemos a medida judicial com serenidade, buscado o próprio Poder Judiciário Mato-Grossense para reverter a liminar judicial de afastamento. Estamos enfrentando o procedimento com a tranquilidade de quem já havia informado integralmente as mesmas providências buscadas.

5 – Resta o questionamento a ser realizado pela sociedade mato-grossense: após a entrega espontânea da documentação anteriormente solicitada, o que o Gaeco apreendeu que já não foi entregue? Não será esta mais uma medida populista? Tudo indica que sim, lamentavelmente. O tempo e a justiça demonstrarão a verdade.

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