Ápice do automobilismo mundial, a Fórmula 1 não é apenas o lar dos melhores pilotos. Por trás do sucesso de astros como Sebastian Vettel, Fernando Alonso e Lewis Hamilton há também centenas e centenas de funcionários, de diversas áreas, extremamente gabaritados para se estabelecer em um ambiente tão cometitivo. E nesta semana de GP do Brasil, a Ferrari trouxe três desses funcionários para dar uma palestra a estudantes da Universidade de São Paulo (USP). O italiano Luigi Fraboni, chefe de operações de motores da escuderia, e os engenheiros de combustíveis, o britânico Guy Lovett, e o brasileiro Gilberto Pose, mostraram a futuros profissionais que não é apenas pisando fundo que se pode chegar à F-1.

– Sempre que é possível é muito importante conversar com quem está estudando agora. Pode ser o futuro de alguns deles daqui. Hoje é a gente. Amanhã, eles pode estar aqui fazendo o mesmo tipo de palestra para outras pessoas que vem pela frente. São oportunidades que se abrem, como abriu para mim. Estando no lugar certo, tendo conhecimento, tendo bagagem, querendo contribuir, você tem chance de chegar lá – disse Pose, que há 13 anos contribui com serviço técnico-logístico à equipe mais tradicional da Fórmula 1 nos GPs do Brasil.

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Não é todo dia que se tem a oportunidade de conversar com profissionais de sua área que trabalham na F-1, sonho de muitos ali. Por isso, 170 pessoas entre estudantes e professores, lotaram o auditório da Escola Politécnica da USP.

– Muito bom. A gente sempre vê a Ferrari na TV, mas ter oportunidade de ter esse contato de perto é único. A F-1 é um mundo muito fechado e ver uma pessoa de lá de dentro, que tem um posto que a gente quer ter um dia é uma coisa para a gente ter noção de como se faz para chegar lá – disse Tatiana Novaes, de 19 anos, que cursa engenharia mecânica.

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Inspiração para carro de competição desenvolvido pelos próprios alunos da USP

E para 35 desses alunos o mundo da velocidade não é tão novidade. Eles fazem parte de um grupo de extensão que participa da Fórmula SAE Brasil, competição anual onde os alunos ponhem o conhecimento adquirido em prática, desenhando, construindo e correndo com carros monopostos desenvolvidos dentro das próprias universidades.

– A Fórmula 1 é um sonho e um objetivo. Lá é onde está a maior tecnologia no mundo das corridas. Então a gente se inspira neles – disse o estudante de engenharia eletrônica Yan Nakaoka Ferreira, de 20 anos.

O papo com os profissionais serviu não só para os alunos desse projeto alimentarem o sonho deles de chegar à F-1, como também uma fonte de conhecimento para desenvolver o protótipo do próximo ano e superarem o melhor resultado na competição, o quinto lugar geral em 2013, entre as 31 universidades competidoras.

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– A ideia de assistir a palestra é tentar trazer a fórmula de sucesso da F-1 para nossa equipe, ver como eles trabalham, ver como eles desenvolvem o projeto deles e ver o que que a gente pode aplicar das ideias deles no desenvolvimento do nosso projeto. E, claro, ver qual a oportunidade de a gente entrar nesse mundo da engenharia de competição, quais as portas para entrar nesse mundo. É o sonho de todo mundo da equipe. Todo mundo ali é apaixonado por velocidade, corrida – explicou José Carlos Cuginotti, aluno do curso de engenharia mecânica e comandante do time da USP em 2014.

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