Érika fazia brincadeiras e ria em conversas com as outras jogadoras no lançamento da LBF 2013/14, na última quarta-feira. A pivô, porém, se destaca, e não apenas pela altura de 1,97m. Hortência deixa claro isso claro ao separá-la do grupo das garotas. Ela é a experiente da competição, não a velha, como ressalta Hortência. Aos 31 anos, a carioca, que defende o Sport Recife, é a grande estrela da quarta edição da competição, está em grande forma e com fôlego. Depois de ser vice-campeã da WNBA (liga americana feminina) à frente do Atlanta Dream, ela emenda a defesa do título nacional com o time pernambucano. Uma maratona que Érika tira de letra.

– Folga é para quando eu estiver bem velhinha. Só assim vou aproveitar e descansar tudo o que eu não pude descansar agora. É costume. Faço isso há muito tempo. Eu gosto, sou muito elétrica, não consigo ficar parada. Entre um campeonato e outro tenho uma semana. É o suficiente para recarregar as baterias e pensar na próxima competição – disse a jogadora.

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Há mais de dez anos, Érika se divide entre os serviços para a seleção brasileira e para 15 equipes de quatro países. Ela até já tem o título da WNBA, conquistada em 2002 com o Los Angeles Sparks, mas a temporada 2013 foi especial. Com média de 13,1 pontos e 10 rebotes, a carioca foi indicada ao prêmio de MVP da liga (Jogadora Mais Valiosa), um feito inédito para uma brasileira.

No auge de sua forma física, Érika não tem nenhum segredo para manter o ritmo entre seguidas competições. A maratona de jogos é sua rotina e deve continuar em 2014. Depois da LBF, que tem início no próximo dia 30 e se estende até abril, ela pretende fazer mais uma temporada da WNBA e emendar com a preparação da seleção brasileira para o Mundial da Turquia, no fim de setembro do ano que vem.

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– Como os Estados Unidos também estão no Mundial, a WNBA vai começar e acabar antes do normal. Vai dar tempo de treinar com as meninas – explicou a jogadora.

Só que Érika pode pisar no freio depois do Mundial e abrir mão ou da LBF ou da WNBA. Tudo para chegar às Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro, em sua melhor forma, apesar da idade um pouco mais avançada.

– Eu não garanto que vou continuar assim até 2016, porque já vou estar com 33 anos. Não sei se vou aguentar, mas eu pretendo trabalhar duro para manter meu físico, porque quero chegar muito bem ao Rio 2016. Vai ser na minha casa, meu país, minha cidade. Tenho de dar meu máximo.

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