Campeão olímpico e mundial, Arthur Zanetti recebeu um novo incentivo para se manter no topo até os Jogos Olímpicos de 2016. Nesta segunda-feira, o Ministério do Esporte e a Confederação Brasileira de Ginástica (CBG) anunciaram os contemplados com o Bolsa Atleta Pódio, um dos programas do Plano Brasil Medalha. Além do principal nome da ginástica nacional na atualidade, Diego Hypolito, Sérgio Sasaki e Arthur Nory, que estão entre os 20 melhores do mundo, também receberão a bolsa.

Com os três ginastas, o Bolsa Pódio passa a contemplar 124 atletas. Até agora, o benefício já foi dado a nomes do judô (27), vôlei de praia (15), atletismo (19) e pentatlo moderno (1). Os valores variam entre R$ 5 mil a R$ 15 mil. A expectativa do Ministério é investir mais de R$ 1 bilhão até os Jogos do Rio de Janeiro, em 2016.

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– Mais um apoio não só para mim, mas para todos os atletas olímpicos. Também para servir de objetivo para os atletas que estão surgindo. Cada competição que nós disputamos conseguimos bons resultados para o Brasil. Isso é bom para aumentar a divulgação da ginástica do Brasil – disse Zanetti, que usará os R$ 15 mil da bolsa para investir em equipamentos, bancar viagens e guardar para o seu futuro após a ginástica.

Diego Hypolito, que passou toda a temporada sem clube após o fim da ginástica profissional do Flamengo, comemorou o novo apoio. Para o ginasta, a Bolsa Pódio ajudará no trabalho de preparação para as competições.

– Todo incentivo é muito importante, óbvio. A gente sempre se cobra por esses apoios, estão confiando no nosso trabalho. É um esporte individual, mas você entra com vários outros incentivadores. A questão de apoiar o treinador também é importante. Por mais que eu esteja sem clube, o que eu sinto é que agora temos incentivos de muitas partes.

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A cerimônia contou com a presença do ministro do Esporte Aldo Rebelo. O político ressaltou a importância de que a ginástica brasileira aproveite a proximidade dos Jogos de 2016 para evoluir sua própria estrutura.

– Quando eu era jovem, acompanhava as competições e ficava estarrecido com o desempenho dos ginastas do bloco soviético. Eu me imaginava quando o Brasil teria um atleta de nível internacional e pensava que estaríamos longe. E hoje o Brasil dispõe, se não na mesma escala dos soviéticos, de atletas que podem dar orgulho aos admiradores de esporte em todo o mundo. Nós sabemos que, nas Olimpíadas, são 200 atletas, todos passaram pelas mesmas dificuldades. Às vezes, a medalha é um detalhe. Nem sempre é possível alcançar. Mas precisamos condizer com o nosso papel de país sede. É preciso investir, os talentos estão por aí.

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