O Posto de Saúde da Família (PSF) do Jardim Guanabara e o Antigo Ipê Tênis Clube são dois importantes imóveis do Poder Público em Rondonópolis, porém eles estão esquecidos pela Prefeitura Municipal. Em um deles é possível encontrar fezes, comida podre e lixo hospitalar.

A área de 8,13 mil metros quadrados do antigo Ypê Tênis Clube, localizado na Vila Paulista, foi comprada pela Prefeitura no mês de março de 2012, durante a gestão do ex-prefeito José Carlos do Pátio (SDD).

Hoje o clube que foi sinônimo de lazer na década de 90, está abandonado, tomado pelo mato alto, pragas e animais mortos. A piscina principal está alagada e a água parada contribui na proliferação de doenças.

 

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Outro imóvel que pode ser destacado é o prédio do PSF Jardim Guanabara (antiga Fusmat), próximo a Câmara Municipal. O terreno da unidade pertence ao Estado, mas foi desocupada em julho pela Prefeitura com o propósito de demolição, porém cinco meses depois, os trabalhos não tiveram início.

A situação do PSF é deplorável. O lugar que antes era usado para tratar as pessoas, hoje serve de abrigo para mendigos, usuários de drogas e prostituição. O local está repleto de fezes, comida podre e lixo hospitalar.

Dona Santilia Eufrázio dos Santos mora em frente ao PSF Jardim Guanabara há 18 anos. Ela afirmou para a reportagem do Site AGORA MT, que durante os últimos meses ela tem visto acontecer de tudo no local.

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“Ali virou ponto de droga e prostituição.Tem de tudo, é triste ver que pararam o ‘postinho’ pra deixar nestas condições”, conta a moradora Santilia que tem um comércio em frente e perdeu parte do faturamento com a retirada da unidade de saúde.

 

OUTRO LADO

De acordo com a secretária Municipal de Saúde, Marildes Ferreira, ainda não tem data marcada para a demolição do prédio. Ela alegou que por uma questão burocrática ainda não foi possível fazer a derrubada.

“Como o terreno é do Estado, a Prefeitura não pode demolir. Já foi protocolado vários pedidos para fazer a destruição do prédio, mas até hoje não obtivemos resposta”, disse.

Ainda conforme Marildes, há cerca de 10 dias a Prefeitura entrou em contato com a Promotoria do município para que ele possam intervir na situação. A Vigilância Sanitária fez um estudo do local, para que  a justiça autorize a demolição sem precisar do ‘aval’ do Estado.

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