Itamar Assumpção em sua casa no bairro da Penha, em São Paulo, em 2000 - Foto: Caio Guatelli
Itamar Assumpção em sua casa no bairro da Penha, em São Paulo, em 2000 – Foto: Caio Guatelli

Passados dez anos da sua morte, o cantor e compositor Itamar Assumpção (1949-2003) segue atraindo fãs. E se engana quem pensa que a plateia dos tributos é dominada por quem o admirava nos anos 80 e 90. A irreverência que lhe deu o título de maldito da MPB atrai hoje, em boa parte, rostos novos.

“A nova classe universitária, na faixa dos 20 anos, descobriu a Vanguarda [Paulista] agora. A faixa etária [nos shows] caiu muito de dois anos para cá”, conta Paulo Lepetit, baixista da banda Isca de Polícia, criada em 1979 por Itamar para acompanhá-lo nos shows. “Eles [os jovens] nos perguntam ‘que som novo é esse?’ Mas não é novo. É música que nasceu nos anos 80, mas continua com linguagem surpreendente.”

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Para esses recém chegados –e também para antigos admiradores–, desta terça-feira (19) a quinta-feira (21), ocorre uma série de eventos gratuitos em homenagem ao autor de canções como “Fico Louco”, “Parece que Bebe” e “Dor Elegante” –esta em parceria com o poeta Paulo Leminski.

A programação, que marca a semana da Consciência Negra, começa, nesta terça, às 20h, com um encontro entre as filhas de Itamar, e também cantoras e compositoras, Anelis e Serena, com o poeta Sérgio Vaz, fundador da Cooperifa (Cooperativa Cultural da Periferia). O bate-papo, no instituto Itaú Cultural, abordará a obra poética de Itamar e terá músicas interpretadas por Anelis e Serena.

Já no feriado, na quarta-feira, às 11h, a cantora Zélia Duncan faz o show “Tudo Esclarecido”. Na apresentação, ela cantará o seu disco homônimo, lançado no ano passado, composto exclusivamente por canções de Itamar. O tributo ocorrerá na plateia externa do auditório Ibirapuera e terá participação de Anelis Assumpção e Tulipa Ruiz.

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Mais tarde, às 17h, haverá exibição do documentário “Daquele Instante em Diante” (2011), de Rogério Velloso. O filme reúne imagens raras do compositor ao longa da carreira e traz depoimentos de amigos.

No encerramento da programação, na quinta-feira, às 21h, a banda Isca de Polícia sobe ao palco do auditório Ibirapuera. Intitulado “Para Ver a Banda”, o show terá no repertório canções de diferentes fases da carreira de Itamar.

“A gente nunca tocou tanto quanto neste ano. É a fase mais ativa da banda”, diz Lepetit, que atribui o bom momento aos lançamentos que revivem a obra do paulista nascido na cidade de Tietê. O grupo deve fechar o ano com cerca de 30 shows realizados, embora todos os integrantes tenham projetos paralelos.

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A banda, que já teve diferentes formações, hoje é composta por ele, no baixo e na direção musical do show, Marco da Costa (bateria), Jean Trad (guitarra), Luiz Chagas (guitarra), Suzana Salles (vocal) e Vange Milliet (vocal).

Eles planejam lançar disco no segundo semestre de 2014. O álbum será só de inéditas, compostas pela Isca em parceria com músicos como Arrigo Barnabé, Tom Zé, Zeca Baleiro, Zélia Duncan, Chico César e Arnaldo Antunes.

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