A demissão de Vanderlei Luxemburgo foi a sexta seguida em um grande clube brasileiro. Mas há um fato inédito: ele não tem nada a receber do clube que o mandou embora. Nada de multas milionários e nem salário atrasado.

Desde que deixou o Santos pelo Palmeiras, no final de 2007, o treinador recebeu ou tem direito a multas milionárias ou salários atrasados em todos os cinco clubes que o demitiram. Ocorreu no próprio Palmeiras, no Santos, no Atlético-MG, no Flamengo e no Grêmio.

Só nos dois últimos times havia uma acúmulo de multa em torno de R$ 10 milhões. Do Grêmio, o treinador cobrará na Justiça cerca de R$ 6 milhões que alega ter direito pela rescisão. O time gaúcho discorda desse valor. A multa do Flamengo era de R$ 4 milhões, e houve um acordo de pagamento.

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Os outros três clubes também deviam multas ou salários que, em determinado momento, estenderam sua permanência ou geraram dívidas.

Mas, no Fluminense, o seu acordo foi fechado até o final da temporada. O contrato foi feito sem multa. Representantes de Luxemburgo informaram que não há nenhuma pendência do clube carioca com o treinador, nem em relação à rescisão ou a salários.

E existem atrasos de vencimentos em relação a funcionários e jogadores dentro do clube por conta das penhoras sobre as rendas do clube. Há uma previsão de pagamento em novembro, segundo promessa da diretoria.

Mas, no caso do ex-técnico, pelas informações de seus representantes, não há dívida. O Fluminense não quis confirmar a informação, alegando pagamentos a seus atletas ou funcionários não são divulgados pelo clube.

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