O governo de Nicolás Maduro divulgou hoje (6) seis medidas para enfrentar os problemas econômicos na Venezuela. Entre elas estão o controle de preços e do câmbio; liberação de recursos para o setor produtivo; criação de uma corporação para transporte de produtos; operações cívico-militares para fiscalizar a especulação financeira; e programas para promover a poupança.

“Decidimos propor uma ofensiva para combater a crise econômica por meio de mudanças na política e em órgãos do governo, assim como a criação de mecanismos para equilibrar a economia real”, anunciou Maduro em um pronunciamento em cadeia nacional de rádio e TV.

O sistema de fixação de preços “justos e máximos” para todos os produtos definirá os valores que poderão ser utilizados pelo comércio. A obediência aos preços será fiscalizada pela própria população e forças militares do país, por meio das operações cívico-militares.

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“Vamos até o último canto deste país para ver o preço. Será uma grande operação de equilíbrio, e tenho poderes econômicos definidos. Com a Lei Habilitante, esse processo será mais fácil”, destacou Maduro. Segundo ele, para fiscalizar os preços, os estabelecimentos comerciais serão inspecionados, especialmente aqueles que se dedicam à venda de produtos têxteis, calçados, eletrodomésticos e veículos.

O presidente venezuelano também anunciou que será criado o Fundo de Compensação e Estabilização para a proteção dos preços, bens e produtos de consumo prioritário, como alimentação.

O maior controle de câmbio será feito, segundo Maduro, com a criação de um Centro Nacional de Comércio Exterior, órgão que deverá dirigir a atual política de administração de divisas. Um Pressuposto Nacional em Divisas do Estado Venezuelano, segundo ele, vai “otimizar os investimentos dos dólares que pertencem ao país”.

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Com relação aos incentivos ao setor produtivo, o presidente prometeu impulsionar as empresas que invistam no mercado nacional e injetar recursos para garantir o seu funcionamento. “Aprovei todos os recursos para garantir o investimento em bolívares e em dólares, especialmente para sustentar o abastecimento alimentício e de bens fundamentais, para novembro e dezembro e primeiro semestre de 2014”, disse.

A Corporação Nacional de Serviço, Logística e Transporte, de acordo com Maduro, representará um novo sistema para garantir o abastecimento. Com esse objetivo, disse, que pediu uma frota de 5 mil caminhões para o Brasil e a China.

Por último, o governo prometeu premiar a incentivar a poupança no país. “Isso temos que coordenar para buscar ações especiais que possam estimular o regresso de capital e divisas à Venezuela”, explicou.

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