Seis dias após a catástrofe causada no país pela passagem do Tufão Haiyan, a organização Médicos sem Fronteiras (MSF) advertiu que muitas vítimas ainda não receberam qualquer tipo de ajuda devido a problemas logísticos.

“Há um grande número de pessoas que ainda não recebeu assistência, especialmente nas ilhas periféricas, onde nem o governo filipino nem as agências internacionais têm conseguido chegar”, assinalou a organização não governamental.

A MSF informou que utiliza todos os meios possíveis para chegar às zonas afetadas na região central das Filipinas, incluindo ao Norte da Ilha de Cebu, ao Leste da Ilha de Samar, à Ilha de Panai, e ao Oeste da província da Leyte.

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“O acesso é muito difícil e [a situação] tem impedido as pessoas de receber ajuda. A nossa prioridade é chegar àqueles que se encontram em áreas mais isoladas, são as mais difíceis de alcançar e, portanto, as últimas a receber ajuda”, explicou Natasha Reyes, coordenadora de Emergências do MSF nas Filipinas.

Uma equipe do Movimento Médicos sem Fronteiras viajou para Guiuan, cidade com 45 mil habitantes no Leste de Samar, uma das primeiras a ser afetada pelo tufão, onde foi constatado danos extensos e as necessidades urgentes de ajuda.

Pelo menos 2.357 pessoas morreram e outras 3.853 ficaram feridas nas Filipinas, sobretudo nas ilhas de Leyte e Samar, de acordo com o mais recente balanço oficial de vítimas do Tufão Haiyan, o terceiro desastre natural que causou mais mortes na história recente do país.

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