Bernard comemora seu primeiro gol com a camisa da seleção brasileira (Foto: Agência AP)
Bernard comemora seu primeiro gol com a camisa da seleção brasileira (Foto: Agência AP)

Os mais de 71 mil torcedores que bateram o recorde de público em partidas de futebol na Flórida viram, neste sábado, dois tipos de show. De um lado, um show de violência dos jogadores de Honduras, que ignoraram o rótulo de amistoso e castigaram os brasileiros, principalmente Neymar. Ainda assim, os fãs presenciaram um show de habilidade do atacante, com lambreta, lençol, roleta e passes sem olhar. Viram ainda gol com dois toques de calcanhar e o renascimento de Robinho com a camisa do Brasil. Foi o saldo da goleada por 5 a 0 (assista aos melhores momentos), no Sun Life Stadium, em Miami.

Os gols foram marcados por Bernard, Dante, Maicon, Willian e Hulk. De quebra, Luiz Felipe Scolari ainda conseguiu criar uma formação que manteve o bom rendimento quando Neymar saiu de campo. Willian, por sinal, foi uma grata surpresa no jogo deste sábado. Bom sinal para Felipão, que está finalizando as observações para fechar a lista de 23 jogadores que serão chamados para a Copa, no dia 7 de maio de 2014.

Na próxima terça-feira, o Brasil vai enfrentar o Chile, em Toronto, no Canadá.

Antes mesmo do apito inicial, o espetáculo proporcionado pelos organizadores era um prenúncio do show do Brasil. Entrada das seleções com as luzes apagadas e flashes espalhados pelo estádio. Execução dos hinos a meia-luz e fogos de artifício para receber os dois times. Estava tudo preparado para o baile.

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Era para Felipão tirar mais algumas conclusões de quem pretende levar para a Copa. Victor estava no gol. Maicon ganhava outra chance na lateral direita. Bernard atuou no ataque. Mas quem comandou o Brasil foi novamente Neymar. E como comandou. Logo no primeiro minuto, se chocou com um hondurenho e foi ao chão. Mancou por algum tempo, mas voltou com a corda toda.

Na sequência, cobrou uma falta por cima do gol. Viu Honduras comandar as ações até os dez minutos e observou de longe Bernard levar um drible desconcertante de Izaguirre. Deve ter pensado: “Chegou a minha hora”. E chegou mesmo. Neymar deu um lençol em Palacios e, sem olhar, acertou um passe açucarado para Bernard, que errou o cruzamento para Jô.

A partir daí, os pontapés começaram. Levou o primeiro de Palacios. Apanhou novamente de Bernardez. Irritou os hondurenhos, que começaram a fazer gestos de que o atacante estava caindo toda hora. Mas de nada adiantou. Neymar não se intimidou, e nem a Seleção. Aos 21, Paulinho roubou bola na intermediária, avançou e cruzou para área. Sozinho, Bernard finalizou para abrir o marcador.

O gol deu mais tranquilidade à equipe. As oportunidades começaram a aparecer, e o camisa 10 cresceu ainda mais em campo. David Luiz ganhava todas na zaga e ainda arriscava lançamentos certeiros para os atacantes. Em um deles, Bernard recebeu dentro da área, mas dominou errado e deu chances para o arqueiro Valladares se antecipar e fazer a defesa.

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Nos minutos finais, Neymar voltou a aparecer. Em contra-ataque, passou por um rival e finalizou de fora da área para defesa do goleiro. Em seguida, em outra investida rápida, driblou o defensor e perdeu a passada após ser puxado pelo zagueiro rival. Reclamou de pênalti, mas o árbitro canadense David Gantar mandou a partida seguir. Para finalizar os 45 minutos iniciais com chave de ouro, repetiu a roleta que marcou os tempos de Zinedine Zidane como jogador.

O segundo tempo voltou com situações parecidas com as da etapa inicial, principalmente com Neymar sofrendo com as jogadas mais ríspidas dos rivais. Felipão cumpriu o prometido. Passou a testar outros “novatos”. Robinho entrou na vaga de Jô, e Willian foi escalado no lugar de Bernard. Testes visando à formação do grupo para a Copa de 2014. Honduras até repetiu o primeiro tempo, quando teve um domínio inicial.

Mas tal situação durou pouco. Aos 9, Neymar bateu falta da esquerda na cabeça de Dante. O zagueiro testou com força e a bola desviou em Palacios e Costly antes de entrar na meta do goleiro Valladares: 2 a 0.

Minutos depois, mais um lance de efeito do camisa 10. Marcado em cima por Peralta, Neymar deu uma lambreta no adversário para limpar o lance e sair jogando. O público foi ao delírio no Sun Life Stadium. O terceiro gol do Brasil não demorou a sair. Aos 20, Ramires cruzou, Robinho passou de cabeça para Paulinho, que finalizou para defesa do goleiro. Na sobra, Maicon balançou a rede.

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A partir daí, Felipão seguiu mexendo no time. Fez duas alterações em sequência. Sacou Oscar e colocou Ramires e poupou Neymar para a entrada de Hulk, aos 21. Tudo para evitar novas pancadas no camisa 10, que chegou a bater boca com os rivais por conta de uma nova falta.

Mesmo sem Neymar em campo, o Brasil seguiu mostrando um bom futebol. E os gols foram saindo naturalmente. Aos 24, Hulk recebeu pelo lado esquerdo e cruzou para Willian, que escorou para marcar mais um. Quatro minutos depois, em um lance com dois toques de calcanhar, o primeiro de Ramires e o outro de Robinho, Hulk recebeu dentro da área e bateu colocado para ampliar: 5 a 0.

Logo após o lance, o placar anunciou o público pagante de 71.124 torcedores no estádio. É o recorde em partidas de futebol na Florida.

Após o apito final, Peralta tirou satisfações com Neymar. O jogador brasileiro respondeu, e houve um clima tenso, mas logo os outros atletas acalmaram os ânimos.

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