Antes, eram os remédios. O cuidado após a cirurgia para a retirada de um tumor no cérebro fazia Oscar Schmidt perder a calma com facilidade. Mas, alguns meses depois, a situação mudou. Em uma fase mais branda do tratamento, o ícone do basquete brasileiro tem tido dias mais tranquilos. Não fossem os problemas dentro de quadra. Diante da situação da seleção, que depende de um convite da Federação Internacional de Basquete (Fiba) para conseguir disputar o Mundial da Espanha, o Mão Santa se irrita. E, após a defesa do técnico Rubén Magnano ao alvo principal de suas críticas, o pivô Nenê, Oscar voltou a pedir a saída do argentino do comando da equipe.

Em entrevista à TV Globo e ao GLOBOESPORTE.COM, Magnano defendeu Nenê e afirmou que as críticas de Oscar tornavam a situação da seleção ainda pior. O Mão Santa, porém, rebateu.

– (Minhas críticas) atrapalham? Por mim, ele tem de estar fora. Que seja despedido. Ele fez bastante por ter levado o Brasil de volta às Olimpíadas. Mas foi só. À frente da seleção brasileira e não vence a Jamaica? O Uruguai? É uma falta de respeito com a seleção. Se ele não sabe como convocar, eu posso ajudar.

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Oscar afirma que Magnano só merece elogios por ter levado o Brasil de volta às Olimpíadas. Afirma, no entanto, que o argentino não mostrou motivos para seguir à frente da seleção em nenhuma outra competição.

– Ele jogou três disputas parecidas. Um Pan, uma classificação olímpica e a classificação mundial. São os mesmos países que jogam. Uma ele foi vice-campeão. E, nas outras, foi muito mal. No Pan, não chegou nem entre os quatro primeiros. Agora, perdeu todos os jogos. Já pode ir embora. Podem mandar embora.

Mais uma vez, Oscar deixou claro seu preferido para o lugar de Magnano: Cláudio Mortari, veterano técnico brasileiro, atualmente à frente do Pinheiros. Para o ex-jogador, a mudança se mostra urgente.

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– A mudança mais urgente é tirar o Magnano. Para mim, o Mortari tem a personalidade certa para não chamar mais um monte de jogador. E formar outros.

O Mão Santa afirma que os jogadores que pediram dispensa não poderiam voltar à seleção. Oscar acredita que, apesar de enfraquecido, o Brasil tem condições de revelar novos atletas para substituir nomes como Nenê e Leandrinho.

– Que recomecem um ciclo. Não é obrigado a ter o Nenê na seleção. Fique em casa. Ele quase nunca veio, fique em casa. Primeiro porque ele não é essa estrela toda. Ele é um pivozão, pode ajudar muito. Mas, se não quiser, vamos fazer outros Nenês. Essa coisa com o nenê está me irritando muito – afirmou o ex-jogador, que, no entanto, diz ainda não ter uma posição firmada sobre Vitor Faverani, outro a pedir dispensa.
– Eu ainda vou esperar uns dois anos para ver se ele consegue um contrato. É o que ele quer, um contrato. Então, vou esperar uns dois anos para ver se ele vai jogar pela seleção.

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Oscar é ainda mais crítico quanto à possibilidade de o Brasil disputar o Mundial da Espanha, no ano que vem, a convite. Para o ex-jogador, a seleção não poderia se submeter a esse papel.

– De forma alguma (jogaria a convite)! Se eu jogasse na seleção, eu não iria, pediria dispensa. Jogar uma competição que você não se classificou e vai jogar porque vai pagar? Uma vergonha!

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