A declaração de que existe a possibilidade de união entre o PPS de Percival Muniz e o PR de Wellington Fagundes alardeada pelos dois presidentes regionais das siglas, no último sábado durante congresso do PPS em Rondonópolis, já criou uma interferência na comunicação com os aliados da presidente Dilma Rousseff, tanto no estado quanto em Brasília.

O que parece apenas uma declaração, tipo rasgação seda, sem a maior pretensão, acendeu a luz de alerta para os arquitetos da candidatura da presidente da República, Dilma Rousseff, a reeleição, isso porque, caso se concretize, estaria aberto mais um canal para que Aécio Neves (PSDB) ganhe terreno na disputa eleitoral com mais um palanque formado.

Leia também:  De portas abertas

Além disso a declaração de apoio do PR a candidatura do senador Pedro Taques (PDT) ao governo estado, pode também abrir um precedente para que os republicanos sejam “convidados” a deixar seus cargos no governo estadual, já que está mais do que claro que Taques fará o papel de oposicionista na próxima eleição.

Vale lembrar que passados dois anos de pré-campanha, o senador pedetista ainda não conseguiu consolidar a sua candidatura, muito em função de que seus futuros e pretensos aliados tem medo do que pode vir quando Taques estiver com a caneta na mão. Outro fato que tem impedido a consolidação de uma candidatura Taques, é que seu partido pertence a base governista em Brasília e dificilmente o presidente nacional da sigla, o ex-ministro Carlos Lupi, deixará que o PDT em Mato Grosso faça palanque de oposição à Dilma Rousseff.

Leia também:  Serys fica inelegível por período de oito anos
Advertisements

Comentários

*Os comentários aqui publicados são de responsabilidade dos usuários e não representam a opinião do site.