A Polícia Judiciária Civil apura a participação de funcionários do cartório de registro de imóveis, de Barra do Garças, em uma tentativa de golpe milionária, que seria aplicado em um banco do estado de São Paulo. A fraude foi descoberta na semana passada, em investigações conduzidas pelo delegado Williney Sant’ana Borges, que levaram a prisão de duas pessoas na cidade.

O corretor de imóvel, Renato Alves de Oliveira, 42 anos, e o bacharel em direito, Divino Marra da Silva, 57 anos, foram presos na quinta-feira (14) passada, quando tentavam retirar registro de imóvel de uma fazenda com mais de 9 mil hectares, objeto de uma  transação financeira de R$ 30 milhões.

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Os dois foram autuados por utilização de documentos falsos e tentativa de estelionato. O juiz plantonista da comarca fixou fiança em 10 salários mínimos, o qual Divino recolheu o valor e foi liberado. O segundo suspeito continua preso.

O delegado Williney Borges explicou que o golpe junto ao banco paulista consistia na liberação de Certificados de Direito Creditórios do Agronegócio (CDCA), no valor de R$ 30 milhões, firmado por meio de instrumento de compartilhamento de garantia, a qual o contrato exigia entre as documentações da fazenda, o registro do imóvel no cartório da região.

Conforme o delegado, para adquirir os documentos junto ao cartório os estelionatários deram entrada do pedido usando documentos falsos do suposto dono da fazenda, identificado como sendo Edson Gabriel da Silva. “A assinatura dele consta no contrato, mas não condiz com o cartão que tem no cartório”, informou o delegado.

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Durante as investigações, a Polícia Civil apurou também que a área não pertence a Edson Gabriel da Silva e que a matrícula do imóvel teria sido ‘plantada’ em seu nome. “É certo a participação de alguém do cartório, porque o registro de transferência em nome Edson, consta do ano de 1996, no entanto, conseguimos localizar uma certidão dominial, do ano de 2007, em nome do verdadeiro proprietário”, explicou o delegado.

A área pertence a uma família da cidade de Londrina, no Paraná, e seria objeto de inventário. “Os legítimos proprietários da terra afirmam que não fizeram a transferência”, finalizou o delegado.

O inquérito será finalizado em 30 dias.

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