Alunos medem altura em escola de Rondonópolis - Foto: assessoria
Alunos medem altura em escola de Rondonópolis – Foto: assessoria

Combater a obesidade, a desnutrição e a baixa visão entre os alunos das escolas públicas de Rondonópolis. Esta é a meta das equipes das Secretarias de Educação e Saúde que iniciaram nesta quarta-feira (6) a triagem dos estudantes das escolas municipais da zona urbana. A ação do Programa Saúde na Escola é desenvolvida junto com o Projeto Olhar Brasil. O prefeito Percival Muniz firmou parceria com o Governo Federal para assegurar óculos aos estudantes com diagnóstico oftalmológico.

Higor de Castro Novaes – enfermeiro da unidade do Programa de Saúde da Família – PSF do Jardim Iguaçu – coordena os trabalhos na Escola Municipal Rosalino Antonio da Silva que atende 906 alunos em 37 turmas de ensino fundamental completo e educação infantil. Ele explica que cada aluno passa por pesagem, medição e verificação da pressão arterial, além do teste de acuidade visual que é capaz de identificar a dificuldade da criança de enxergar.

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A relação das crianças que apresentarem problemas de visão vai ser encaminhada à Secretaria de Saúde que deve agendar as consultas com médico oftalmologista e depois fornecer os óculos, caso seja necessário. A diretora Sara Regina Cardoso explica que a baixa visão é um problema comum entre os alunos da escola e compromete o processo de aprendizagem.

Sara Regina conta que muitos pais até conseguem a consulta com o médico especialista, com encaminhamento do posto de saúde. Mas, não possuem recursos para adquirir os óculos. “As armações são caras e eles não podem comprar. Muitos deles trazem a receita para a escola e nos pedem ajuda. Com essa parceria firmada pelo prefeito, agora essas crianças vão poder enxergar direito e melhorar o aprendizado”, comenta.

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PESO E MEDIDA

Camila Naiara Rodrigues – técnica do Programa Saúde na Escola – alerta para a importância de orientar alunos e pais de alunos a manter uma alimentação saudável e nutritiva para que todas as crianças gozem de saúde perfeita. Ela conta que já foram identificados casos de hipertensão entre os estudantes. “Há uma criança de 6 anos com pressão arterial 13×9. Para a idade dela isso é um índice altíssimo. Existem muitos casos de obesidade, mas há também muitos outros de desnutrição. Vamos avaliar caso a caso e ver a necessidade de encaminhar para o clínico geral ou o nutricionista”, antecipa.

A técnica explica que neste primeiro momento as equipes responsáveis vão fazer um balanço geral da saúde das crianças nas escolas municipais da zona urbana e rural e depois nas estaduais. Após os encaminhamentos para consultas médicas, vão ser realizadas ações de orientação para a comunidade escolar. Todos os trabalhos devem ser concluídos até o mês de julho de 2014.

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