Há exatos 20 anos, no dia 12 de novembro de 1993, um rapaz magro e alto chamado Royce Gracie espantava o mundo ao derrotar, na mesma noite, três lutadores de diferentes artes marciais para se sagrar o primeiro campeão do Ultimate Fighting Championship, ou UFC, como mais tarde ficaria famoso o evento que mistura diferentes estilos de luta dentro de um octógono. Seu triunfo foi um assombro para pessoas que acreditavam que o boxe tinha os maiores lutadores do mundo, ou para os que achavam que músculos eram essenciais para se vencer uma luta. Todavia, para Royce, o título no torneio que revolucionou as artes marciais era algo esperado e corriqueiro. Ele já estava acostumado a enfrentar homens maiores e dos mais diferentes tipos de combate na garagem da casa de seu irmão mais velho, Rorion, em Los Angeles.

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– Eu já estava me preparando há anos, bem antes…Quando eu vim para os Estados Unidos, tinha vários alunos que, no tempo da garagem ainda, antes da academia, vinham, “Aqui tem um primo meu faixa-preta de caratê, eu estava falando sobre vocês, ele não acredita…” Não tem importância, ele não acredita? Traz ele aqui, a gente mostra para ele. Era quase que um desafio, mas sob controle. Mas com a intenção não de bater – um desafio seria com a intenção de bater nele. Era mais para conquistar o cara, para fazer: “Esse aqui vai virar aluno nosso”. Na garagem, dando aula particular, toda hora tinha um aluno novo, pegava, entrava, dava aula de meia hora, saía, entrava outro. Não parava, o dia inteiro. Na garagem, já volta e meia, aparecia um querendo testar. Mas a intenção não era ganhar, era conquistar o aluno. No UFC, já foi diferente: vamos mostrar ao mundo a eficiência do jiu-jítsu Gracie – conta Royce.

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Vinte anos depois de sua histórica conquista – o primeiro de três títulos em quatro eventos e o início de uma série de 11 vitórias consecutivas – Royce Gracie recebeu o Combate.com em um hotel em Las Vegas para lembrar como ele foi escolhido para representar sua família no primeiro UFC, como se desenrolou o histórico torneio, e como ele se sentiu após ser retirado da organização quando Rorion Gracie vendeu sua parte na companhia, após o quinto campeonato.

– Sempre que passava, eu não conseguia nem assistir. Não conseguia nem assistir, com vontade de estar lá – confessou.

 

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