Peritos da Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea) saudaram hoje (4) os esforços e os progressos no trabalho de descontaminação na central de Fukushima, no Japão, mas observaram que a situação continua muito difícil. Segundo os técnicos, um dos maiores problemas – a água radioativa acumulada no local – poderá ser resolvido por meio do lançamento da água no mar, com base em estudos de impacto ambiental, assim que o nível de contaminação atinja um valor aceitável. Pescadores locais, países vizinhos e grupos ambientalistas, no entanto, são radicalmente contra a proposta.

Dezenove peritos da Aiea, uma agência da Organização das Nações Unidas (ONU) estiveram no Japão para examinar os meios usados pela companhia gestora da central, a Tokyo Electric Power (Tepco), e pelas autoridades do país para preparar o desmantelamento das instalações destruídas pelo tsunami de março de 2011.

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“Foram feitos grandes progressos na estratégia e na distribuição dos recursos necessários ao processo de desmantelamento”, disse o diretor da missão, Juan Carlos Lentijo.

A avaliação dos peritos teve como foco a gestão da água contaminada não filtrada e sobre a operação de retirada dos depósitos de combustível usado da piscina de desativação de um dos reatores. A retirada começou no mês passado e, segundo a Tepco, até o momento, não houve incidentes.

Na questão da água contaminada, o maior problema é a infiltração nas piscinas dos reatores no subsolo da central, que têm fissuras nas paredes causadas pelo tsunami. O eventual lançamento de água contaminada no Pacífico pressupõe a eliminação de césio e de mais 62 elementos radioativos atualmente encontrados na água armazenada, como o trítio.

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A missão da Aiea vai redigir um relatório completo nos próximos dois meses. O roteiro para desmantelamento da central de Fukushima prevê um processo que levará entre três e quatro décadas.

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