Produtores de soja de Mato Grosso, principal Estado produtor do país, começaram a colheita de uma safra que promete ser recorde, de acordo com informações nesta segunda-feira (30) da associação que representa o setor.

Há relatos de colheita em três regiões do Estado onde os produtores conseguiram semear a soja logo após o início da temporada, em 15 de setembro, disse o diretor técnico da Associação do Produtores de Soja de Mato Grosso (Aprosoja MT), Nery Ribas. “Já tem uma colheita inicial. Está próximo a um por cento no Estado”, afirmou.

O índice está em linha ou ligeiramente acima do registrado no mesmo período de 2012.

Alguns agricultores de Campo Verde e Primavera do Leste, no sul de Mato Grosso, de Sapezal no oeste do Estado e em Lucas do Rio Verde e Sorriso, no norte, já relataram colheita, disse Ribas.

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A soja de Mato Grosso representa cerca de um terço da safra brasileira. Nesta temporada 2013/14, a projeção do governo e de consultorias gira em torno de um recorde de 90 milhões de toneladas

Ribas disse que alguns agricultores começaram a colheita perto do Natal, mas que chuvas nos últimos dias, que se estenderam até esta segunda-feira, têm atrapalhado os trabalhos.

Apesar de necessárias para o desenvolvimento das lavouras, as chuvas atrapalham a secagem das lavouras na fase final, atrasando a colheita, além de favorecerem a proliferação de doenças fúngicas, como a temida ferrugem asiática.

“A chuva atrapalha um pouquinho o controle, mas o pessoal está organizado para isto”, disse o diretor da Aprosoja. “O pessoal tem mais de 10 anos de experiência com ferrugem, então está mais preparado do que para a lagarta, mas as duas são preocupantes.”

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Até o momento, órgãos de pesquisa já registraram 75 casos da doença em lavouras brasileiras, contra 39 casos no mesmo estágio da safra passada.

Segundo a Somar Meteorologia, a tendência para os próximos seis a 10 dias é de “”chuvas mais generalizadas” nas áreas de soja do Brasil. Chove no Sul, no Centro-Oeste, em grande parte do Sudeste e até mesmo no Nordeste, com volumes baixos no Estado da Bahia”.

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