Os brasileiros precisam se proteger mais da exposição solar para assim evitar a incidência do câncer de pele. De acordo com estudo Instituto Nacional do Câncer (Inca), divulgado ontem, a previsão é que, no ano próximo ano, ocorram 190 mil casos de câncer de pele, com expectativa de dois mil mortos por causa da doença.

Tendo como base estes dados, as características de miscigenação da população e a alta exposição solar no país majoritariamente tropical, a Sociedade Brasileira de Dermatologia resolveu criar um consenso sobre fotoproteção voltado para brasileiros, em vez de replicar dados de outros países.

“A SBD recomenda o uso de fotoprotetores fator 30, proteção uva, no mínimo. Não recomendamos a exposição solar entre 10 horas e 15 horas”, disse o dermatologista Sérgio Schalka, que coordenou o Consenso Brasileiro de Fotoproteção apresentado nesta quinta-feira (28), em São Paulo. “Algumas pessoas tem maior resistência, se expõem menos, podem usar menos, mas há pessoas que precisam de muito mais que disso, entao a indicação global é de no minimo 30”, completou.

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Schalka recomenda ainda que, no Nordeste, a proteção comece antes das 9 horas e no Centro-Oeste e outras regiões perdure até depois das 16h. “O uso do protetor solar já demonstrou que reduz a incidência do câncer de pele. Somos um país único, temos alto índice de insolação”, disse Schalka.

Até então, as indicações eram baseadas em estudos realizados em outros países, mas o Brasil é um País com grande heterogeniedade de clima e enorme miscigenação em sua população.

“No caso do câncer de pele, diferente de outros cânceres, é possível que ele seja evitado, podemos fazer a prevenção primária. Sabemos que o que causa é a exposição excessiva ao sol e também sabemos quais são os grupos de pessoas com fatores de risco”, disse o dermatologista Marcus Maia, da SBD.

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Maia afirma que a população precisa saber se faz parte do grupo de risco para fazer o exame preventivo. Entre os fatores de risco estão: genética; pele clara, que nunca bronzeia e sempre fica vermelha; cabelo claro; olhos claros; múltiplas pintas; queimadura solar; sardas; e muita exposição solar durante a vida. Os fatores têm efeito cumulativo.

Vitamina D

A SBD quer evitar que o anseio pela necessidade de vitamina D – ligada à capacidade de o organismo absorver cálcio e, consequentemente, evitar doenças ósseas – e adquirida por meio da exposição ao sol, acabe por provocar mais casos de câncer de pele.

“Não recomendamos a exposição solar intencional para o acumulo de vitamina D. Estudos mostram que 10 minutos de exposição ao ar livre por dia é suficiente para a produção de vitamina D. Com a quantidade de exposição solar que a gente têm no Brasil, é impossível que haja tanta deficiência dessa vitamina no País”, disse Schalka.

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Schalka acredita que os índices de falta de vitamina D divulgados no Brasil devem ser replicados de outros países.

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