Ronaldo Jacaré surpreendeu muita gente ao nocautear Yushin Okami com facilidade no último UFC realizado em Belo Horizonte, em setembro. Mesmo vindo de três vitórias seguidas antes do revés, o peso-médio japonês foi demitido pela organização. Logo depois, acertou sua ida para o World Series of Fighting (WSOF). O brasileiro disse ter entendido a decisão, mas achou que os patrões foram exageradamente radicais com o adversário:

– Acho que o Ultimate é um negócio que tem que girar. Eles decidiram descartá-lo, que seria melhor dar um tempo para ele fora do evento. Eu, particularmente, sou atleta e luto pela minha classe. Acho que o UFC foi muito radical com o Okami. Não deveria ser. Mas tem que entender o lado dos caras, pois são negócios. Eles querem fazer o evento deles girar sempre – afirmou Jacaré, em entrevista ao Combate.com em um hotel no Rio de Janeiro.

Leia também:  Jogador revelado pelo REC marca contra o Flamengo

O atleta da XGym valorizou o cartel de Okami, assim como a bela performance que teve contra ele. O nocautaço aplicado no japonês acabou contribuindo para a demissão, assunto que Jacaré trata com bom humor e seriedade ao mesmo tempo:

– (Risos). Vou até rir, mas não era nem para rir. O Yushin Okami nunca tinha sido espancado como eu o espanquei. Essa é a realidade. É um cara duro, sempre fez boas lutas, mas o primeiro espancamento rápido que ele levou de verdade foi o meu. Por isso estou falando que acho que o Ultimate foi um pouco radical. Eu só usei a estratégia certa, conectei os melhores golpes e consegui terminar muito rápido.

Jacaré ajudou Mousasi a perder peso antes da luta entre eles

Outro adversário que Jacaré enfrentou, mas com quem tem uma relação bem mais próxima, é Gegard Mousasi. Os dois se enfrentaram na final do GP peso-médio pelo cinturão do Dream, no Japão, em setembro de 2008. Na ocasião, Jacaré conseguiu botar para baixo e estava bem na luta, mas foi nocauteado com uma pedalada de Mousasi ainda no primeiro round. O brasileiro recordou que até ajudou o então oponente a bater o peso para o duelo:

Leia também:  Cuiabá apresenta elenco visando temporada 2018

– Eu nunca mais ajudo esse patife (risos). Eu o ajudei a perder peso. Ele estava com dificuldade de perder peso, aí eu emprestei minha capa e falei para ele fazer uma bicicleta. Ele fez e perdeu o peso. Foi doideira, mas é tranquilo. Todo mundo é uma família. Eu não quero que ele não bata o peso. Quero que ele bata para vir na porrada comigo.

Jacaré e Mousasi se reencontraram na semana passada, em Jaraguá do Sul-SC, e esta semana, no Rio de Janeiro, em eventos com a imprensa para a promoção do UFC de 15 de fevereiro, que será realizado em Santa Catarina. Sobrou brincadeira até para Lyoto Machida, que vai enfrentar Mousasi – Jacaré encara Francis Carmont, que não esteve presente nas duas atividades.

Leia também:  Cuiabá, Sinop e Sorriso lideram ranking estadual de tênis de MT

– A gente tem uma relação legal. A partir do momento em que sai do cage, é natural. Independentemente de ganhar ou perder, todo mundo está ali por um objetivo, que é o trabalho. A vitória e a derrota fazem parte. A gente quer vencer, é lógico, mas o que vale são as amizades que você faz de verdade. Tenho uma relação maneira com ele (Mousasi). Fico zoando ele, ele fica me zoando, e a gente ri para caramba. Fiz ele e o Lyoto se encararem antes de todo mundo. Dei uma de Dana White negro (risos): “Porrada agora não, só dia 15 de fevereiro” – brincou.

Advertisements

Comentários

*Os comentários aqui publicados são de responsabilidade dos usuários e não representam a opinião do site.