Secretário Ildo durante sabatina - Foto: Rafael Soares / Assessoria Câmara Municipal
Secretário Ildo durante sabatina – Foto: Rafael Soares / Assessoria Câmara Municipal

O secretário municipal de Habitação, Ildo Rodrigues, esteve na Câmara Municipal de Rondonópolis nesta quarta-feira (04), para falar sobre as denúncias apontadas pelo ex-vereador Valdemar Marra, que as casas do Residencial João Antônio Fagundes, estavam sendo ‘distribuídas’ por cotas parlamentares. Na ocasião, ele foi sabatinado pelo legislativo e desmentiu as acusações de que vereadores estavam doando casas.

Ildo Rodrigues começou sua fala explicando de que maneira é feita a escolha da casa e qual a participação da Prefeitura. “O município é responsável no processo apenas para fazer a indicação, é de nossa responsabilidade deixar o cadastro atualizado, quem escolhe é a Caixa Econômica”, e completou. “Vale lembrar que o nome no edital não é garantia de casa, os nomes da seleção do residencial João Antônio Fagundes foram exibidos de maneira errada pela gestão passada, deveriam aparecer no edital os já aprovados e não os indicados”, lembrou o secretário.

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Conforme Ildo, a Secretaria já tinha o conhecimento de que havia alguns casos irregulares, porém não trouxe o assunto a tona para não ter que paralisar o processo das demais pessoas que estavam na Caixa Econômica.

Valdemar Marra, que já esteve envolvido em escândalos polícias, apontou o nome dos vereadores Lourisvaldo de Oliveira, o Fulô (PMDB) e de Hélio Pichioni (PR). Segundo a versão de Marra, na época Hélio que era presidente da Casa de Leis teria ‘ajeitado’ uma maneira de beneficiar algumas pessoas e que cada um dos demais vereadores poderiam apontar 20 nomes.

A reportagem do Site AGORA MT, apurou que a filha de Valdemar Marra trabalhava no gabinete de Pichioni e não teve seu contrato renovado em 2013. Hélio Pichioni acredita que isso possa ter motivado o ex-vereador a colocar seu nome na história.

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“Com o corte de gastos da Câmara no início da gestão tive que reduzir o quadro de funcionários, eu ofereci emprego a moça em meu consultório, porém não deu certo e depois arrumei uma vaga na Prefeitura, mas ela não quis. O Valdemar não tem nada a perder, para mim ele quer é aparecer”, desdenha Pichioni.

Já Fulô disse que não sabe o que Valdemar falou do nome dele, porém não acha certo dar credibilidade a um homem que estava até recentemente nas páginas policiais. “Para mim ele é um oportunista, não acho certo envolver o nome dos vereadores sobre tal assunto, ele deve respeitar as pessoas e parar de falar mentira, porque tem problemas com outros vereadores”, pontua.

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Os vereadores se manifestaram dizendo que é importante esse tipo de reunião para esclarecer assuntos polêmicos a sociedade.

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