Quando o UFC 167 terminou, na madrugada de 16 para 17 de novembro, Robbie Lawler sabia que estava perto de uma disputa de cinturão, após conseguir seu terceiro triunfo consecutivo, desta vez contra Rory McDonald. Entretanto, parecia que teria que esperar a revanche entre Georges St-Pierre e Johny Hendricks, após o resultado polêmico que deu a vitória para o canadense, e, talvez, vencer mais um adversário. Entretanto, com a aposentadoria do campeão dos meio-médios do UFC, o título ficou vago e a oportunidade chegou, contra o próprio Hendricks, dia 15 de março, no UFC 171.

Os dois lutadores são conhecidos pelo poder de nocaute. Das 22 vitórias de Lawler, 18 foram desta forma. Hendricks também não fica atrás, tendo oito de seus 15 triunfos conquistados assim. O Ruthless (Implacável, em inglês) mostrou respeito pelo próximo rival e deixou claro que não espera ver provocações de nenhum lado para promover o duelo.

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– Ele não é muito alto, mas ele é grande. É um valentão e nocauteia as pessoas. Acho que é muito raro ter um lutador com tanta potência. Isso não vai ser uma guerra de palavras. Eu vou ter uma chance de mostrar do que sou capaz, e ele também. Eu só tenho que ser eu mesmo e descobrir uma maneira de colocar alguns socos, chutes e joelhadas – afirmou Lawler, em entrevista ao “MMA Junkie”.

Robbie Lawler chegou a ficar quase oito anos sem lutar no UFC. Após ser demitido em 2004, quando perdeu para Evan Tanner, ele passou por outros eventos e, em 2009, foi contratado pelo Strikeforce. Chegou a disputar o título dos médios na organização, mas foi finalizado pelo brasileiro Ronaldo Jacaré. Em 2012, fez seu último combate no evento, quando perdeu para Lorenz Larkin, e voltou para o Ultimate, já que a Zuffa comprou o Strikeforce. Decidido a baixar de categoria, precisou de apenas três lutas como meio-médio, sendo dois nocautes e a vitória por pontos contra McDonald, para ter a chance de se tornar campeão. E, para Lawler, não há nenhuma sorte nisso.

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– Eu estou neste esporte há muito tempo e sinto que me coloquei em uma posição que isso iria acontecer e estaria lutando por um título. Não é como se ganhasse na loteria ou algo assim. Eu ganhei o meu lugar, bati alguns caras bons, então só esperei minha oportunidade – declarou.

Sobre a aposentadoria de Georges St-Pierre, ele evitou fazer comentários e disse que o canadense precisa apenas “fazer o que é melhor para ele”.

– Nada realmente me surpreende. Eu apenas tento sempre estar preparado e, quando a oportunidade bate, eu só tenho que estar pronto. Eu não estou preocupado com o que ele (Georges St-Pierre) está fazendo. Ele precisa fazer o que é melhor para ele – concluiu.

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