Uma comitiva composta por representantes do governo estadual, da Secretaria de Logística Intermodal de Transportes, do Fórum Pró-Ferrovia, de entidades de classe e de órgãos de imprensa visitaram ontem o Terminal da Ferronorte em Rondonópolis. Recentemente inaugurado pela presidente Dilma Roussef, o complexo ferroviário começou a operar com capacidade de carregamento de 120 vagões graneleiros a cada 3,5 horas e pode descarregar até 1500 caminhões por dia, o que representa 66 mil toneladas de grãos.

Com projetos para expansão da malha ferroviária para outras regiões do estado, o Fórum Pró-Ferrovia mostrou, por meio da visita, a grandiosidade do intermodal de Rondonópolis, considerado hoje o maior da América Latina. O secretário de Logística Intermodal de Transportes do Mato Grosso, Francisco Vuolo, defende que a ferrovia é a solução para o problema de transporte de cargas e isso justifica a luta para sua chegada a outros municípios. “Com a ferrovia teremos mais agilidade e competitividade. Esse será nosso grande diferencial, considerando que já somos referência na produção de grãos”, destacou.

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Para Vuolo, a expansão da ferrovia deve garantir o equilíbrio entre os intermodais já instalados como os de Alto Taquari, Alto Araguaia e Itiquira e potencializar a capacidade de expedição e recebimento de cada um. Para 2014, a expectativa é que o modelo de concessão no trecho de Rondonópolis à Cuiabá já esteja definido e tenha início o processo de licitação. Segundo o secretário, a chegada da Ferronorte à Cuiabá potencializará também a chegada da Ferrovia de Integração Centro Oeste – FICO ao norte do estado.

As perspectivas para as ferrovias no estado são muito boas conforme o professor doutor Luiz Miguel de Miranda, do núcleo de Estudos de Logística e Transporte da UFMT.  Para o professor, estudos mais que comprovam a viabilidade das ferrovias no estado. “Hoje, os dados de impacto econômico e social mostram que o consumo energético da ferrovia é cinco vezes mais barato que o consumo enérgico dos caminhões que andam pelas rodovias. Isso sem mencionar todo gasto que o governo tem com manutenção de estradas, com atendimento aos problemas de saúde decorrentes de acidente, enfim. A ferrovia vai amenizar tudo isso”, pondera.

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O deputado federal Wellington Fagundes avalia que a ferrovia já trouxe muito desenvolvimento para algumas cidades como Alto Taquari, Itiquira e Alto Araguaia e trará ainda mais crescimento com a expansão da Ferronorte até Cuiabá e com a construção da Ferrovia de Integração Centro Oeste – Fico, de Goiás até o norte do país. “Vamos poder escolher por onde queremos exportar nossa produção, se pelo porto de Itaqui no Maranhão, se pelo porto de Santarém ou se por Santos/SP. Isso vai melhorar a logística e a competitividade”, reforça.

Para o parlamentar, o principal problema do Brasil nesse momento são os custos para produzir e isso é impactado principalmente pela infraestrutura de escoamento das safras. “Os nossos produtores são altamente capacitados e nossa produção concorre com a produção de grãos mundial. Diante desse cenário, temos que investir no transporte ferroviário como sendo a saída pra reduzir os custos de produção no país”, defendeu.

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