A fratura na perna sofrida por Anderson Silva no último sábado, em Las Vegas (EUA), no UFC 168, quando buscava retomar o cinturão dos pesos-médios contra Chris Weidman chocou o mundo e levantou, novamente, a discussão sobre os riscos presentes em esportes de luta e de contato físico, como o MMA. A sequência de imagens do brasileiro com a perna quebrada e gritando de dor causam um choque natural, entretanto, são raros os casos dentro do esporte onde há uma lesão nos membros inferiores, já que a maiorias dos problemas são acarretados nas mãos, pelas pancadas, e nos braços, quando há uma finalização mais forte.

Na edição 24 do WOCS, evento nacional de MMA, em 23 de março desse ano, em Montes Claros (MG), Gustavo Coelho sofreu uma lesão idêntica com a de Anderson Silva (veja o vídeo acima). O peso-leve de 31 anos falou sobre o filme que passou pela sua cabeça ao assistir a cena na luta do Spider.

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– Na hora que eu vi a lesão, me arrepiei e passou um filme na minha cabeça com tudo o que eu sofri nesses nove meses. Revivi todo esse pesadelo. O problema foi o mesmo, até na mesma perna esquerda. Uma lesão nos ossos da tíbia e fíbula, e que não são muito comuns. São muitos os fatores que geraram esse acidente em mim e no Anderson Silva: A sequência forte de treinamentos vai causando microfraturas nos ossos – disse o atleta por telefone ao Combate.com.

Gustavo Coelho, entretanto, não mantém o otimismo da equipe que operou o ex-campeão peso-médio do UFC, que estipulou de três a seis meses para a recuperação. Porém, o lutador fez questão de mandar uma mensagem de apoio a Anderson Silva e, mesmo ressaltando o legado deixado, acredita na volta do Spider.

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– No meu caso, precisei fazer a cirurgia e colocar haste de titânio dentro do osso e parafusos para dar sustentação. Mas, mesmo sendo uma lesão feia de se ver, é menos complicado que uma lesão ligamentar, por exemplo. Esse tempo dado é para uma pessoa comum, e não um atleta de alto nível como ele. Nesse tempo ele vai voltar a andar e ter uma vida comum, mas para voltar a treinar e chutar vai demorar mais tempo, talvez um ano. Nove meses depois ainda sinto um pouco de dor, e vou precisar de nova cirurgia para retirar os parafusos. Ele vai voltar aos poucos, treinar leve e pode retornar ao octógono. Mas fora isso tudo, o Anderson Silva vai ser sempre nosso campeão e ninguém vai mudar isso – resumiu, emocionado, Gustavo Coelho.

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Ainda em 2013, outro campeão brasileiro sofreu uma fratura no UFC. José Aldo, no UFC 163, no Rio de Janeiro, em agosto, quebrou o pé direito na luta contra o coreano Chan Sung Jung. A Comissão Atlética Brasileira de MMA (CABMMA) impôs ao campeão peso-pena uma suspensão médica de três meses para voltar a lutar. Recuperado, o manauara enfrenta Ricardo Lamas no UFC 169, dia 1o de fevereiro. Há dois anos, Rodrigo Minotauro também se lesionou duramente, quando foi finalizado por Frank Mir, no UFC 140. Ele fraturou o osso úmero, que liga a escápula aos ossos do antebraço.

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