Estrear na Fórmula 1 em uma equipe de histórico e estrutura respeitáveis como a McLaren não assusta Kevin Magnussen. O novato de 21 anos, que venceu o campeonato da World Series (uma das divisões de base da F-1) em 2013, fazia parte do programa de jovens pilotos do time inglês, e foi anunciado como titular para 2014 depois que a equipe dispensou o mexicano Sergio Pérez. Em um momento de tantas mudanças no regulamento, o dinamarquês não se abala com a pressão de defender um time de ponta logo em seu primeiro ano. E cita o exemplo de Lewis Hamilton, promovido pela própria McLaren em 2007 após o título na GP2, para mostrar que também pode brilhar na F-1.

– Ver que Lewis fez exatamente o que eu estou fazendo agora é um ponto positivo para mim. Isso mostra que a equipe já fez isso lá antes, já preparou um novato para sua estreia em um GP. O fato de Lewis ter ido tão bem não aumenta a pressão sobre mim, só mostra que é possível ser bem sucedido mesmo sendo um novato. Isso é muito encorajador – afirmou Kevin ao site oficial da McLaren.

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Na época, Lewis Hamilton foi escalado para fazer dupla com o recém contratado espanhol Fernando Alonso, que vinha de dois títulos na Renault. Porém, o bom desempenho do jovem britânico, que venceu corridas e brigou pelo título até a última corrida, acabou provocando uma cisão interna na equipe, causando até mesmo a saída de Alonso.

O diretor esportivo da McLaren, Sam Michael, não teme uma repetição do clima ruim de 2007 com a dupla formada pelo novato Magnussen e pelo veterano Jenson Button, campeão de 2009. Segundo o comandante do time, o frescor da juventude de Kevin é algo que trará novos ares à McLaren.

– A chegada de Kevin é realmente emocionante para toda a equipe, pois ele representa o futuro. Quando você tem um novato na turma – alguém cheio de energia, que acabou de vencer o campeonato em uma categoria de acesso, e que está desesperado para provar algo a si mesmo – ele cria um burburinho dentro da equipe, as pessoas compartilham suas esperanças e sonhos. Do ponto de vista da equipe, é um movimento fantástico – frisa Michael.

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A complexidade das mudanças técnicas entre 2013 e 2014, quando os motores aspirados 3.5 V8 darão lugar aos turbo V6 de 1.6, além de uma série de alterações no sistema de alimentação do motor, como um tanque de combustível menor e duas baterias auxiliares, pode ser um fator favorável ao jovem estreante da McLaren. Ele mesmo admite que este é o momento mais propício para fazer a transição das divisões de base para a F-1.

– Vai ser um novo desafio para todos, não só para mim. Todo mundo vai ter que aprender sobre os carros de 2014, portanto é um bom ano para entrar na F1, pois não ter tanta experiência realmente contará um pouco menos. Claro, isso ainda vai me exigir muito trabalho duro, e vou ter muito que aprender. Mas será assim para todos os outros, de modo que é algo positivo para mim – explica o piloto.

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